Todos os dias, bilhões de pessoas acordam nesta linda e complexa parte do sistema solar para cuidar da vida.
Por “cuidar da vida” quero dizer; todos querem se aproximar, se possível, de prazeres variados e com maior intensidade ainda, ambicionam fugir das dores de todos os matizes. Assim, dor e prazer são grandes motivadores da ação humana, ambos atuando ora de forma a reprimir vontades e desejos, ora estimulando a sua realização. Imaginemos um advogado que foi contratado para vencer judicialmente uma causa tida por todos como perdida. Ele acredita que a eventual vitória seria um grande sucesso em sua carreira, e aproveita o desafio para estudar até tarde da noite, motivando a si próprio pelo prazer de obter tal feito.
Porém caso o doutor, por medo de perder a causa, não se dedique, a dor da frustração hipoteticamente sentida estaria atuando de forma negativa, ao desmotivar o esforço necessário. Observe que não existe no fato per si, nada inerentemente bom ou ruim, apenas um mesmo fato para o qual concorrem duas possibilidades diametralmente opostas, dependendo obviamente do foco de quem julga.
Devemos, na clareza do exposto, compreender que não há no julgamento de valor algo intrinsecamente positivo ou negativo, não existem derrotados ou vitoriosos, mas sim a mente, a educação, os códigos e normas de uma dada cultura, que consciente ou inconscientemente guiam e atuam em decisões de todos os tipos. Isso é um enorme problema e uma grande oportunidade!
Marcelo Prates é consultor empresarial
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