Artigo

O poder da ressignificação

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Muitos de nós enfrentamos dificuldades para atingir o sucesso pessoal e profissional porque estamos presos a conceitos que um dia criamos e em quais nos agarramos como se eles fossem uma verdade definitiva e imutável. Em algum momento passamos a acreditar que valemos menos, que as pessoas nos acham deste ou daquele jeito, que dinheiro é coisa suja, que a felicidade está mais em comprar do que curtir o que já temos.

Vivemos um mundo paralelo que está apenas em nossas cabeças. Em algum lugar do passado tornamos como realidade algum pensamento ou sentimento provocados por algum acontecimento ou fala de alguém. E desde então estamos nos relacionando com tudo o que nos acontece por meio deste filtro.

Por isso que tem coisas que parecem que acontecem em nossas vidas de uma forma repetitiva, o que acreditamos ser o destino. Falo de relacionamentos ruins, de insatisfações, de problemas no ambiente de trabalho e na insistente mania de adiar projetos ou acabar precocemente qualquer novo curso ou projeto.

Tudo isso é fruto de a gente pensar e se comportar de tal maneira específica. Se alguns colegas de trabalho tem uma vida social mais próximas, as pessoas que um dia criaram um sentimento de baixa auto-estima já se agarra à crença passada de que ele é um sujeito chato e excluído. Se um chefe faz uma correção ou uma sugestão – que é um ato comum, afinal ele está lá para isso - todo aquele que carrega a crença de que é incompetente ou perseguido já acende a luz amarela dos sentimentos ruins.

Uma ferramenta poderosa para quebrar estes paradigmas é a ressignificação. É dar um novo significado a alguma experiência, pois o “re” significa “de novo” ou “novamente”. Porém, na raiz, essa palavra significa: “retirar afeto de alguma coisa”.

Por meio de um processo de reflexão sobre nossos pensamento e ato, sozinho ou por meio de uma terapia (que é o mais indicado), podemos rever nossas experiências, retirando o afeto que ela tem sobre você, ou seja, ela não lhe afeta mais, não retira suas melhores energias, ela não lhe angustia mais, nem lhe deixa nervoso, com raiva, com medo.

Uma boa dica para começar é ter a coragem e a sinceridade de perceber em nós todos os comportamentos, pensamento e falas que nos limitam ao que somos hoje e rever nossos conceitos sobre isso. Depois, ter o compromisso de mudar seus hábitos de pensar e agir quando enfrenta estas situações.
Tudo isso sem se esquecer que a direção é mais importante que a velocidade. Se cair, basta se levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Atos repetitivos viram novos conceitos e abrem novas portas para a vida plena.

Jean Oliveira é jornalista, bacharel em Turismo e funcionário público

Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários