Artigo

Israel vai à lua

Por Redação |
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A capacidade de superação é um fator imprescindível na construção de uma grande sociedade. Todas as grandes potências já passaram por períodos de escassez ou destruição e conseguiram se reconstruir. Japão, Alemanha e Coreia do Sul são exemplos de sociedades que utilizaram da coletividade e conseguiram se reerguer. O outro grande exemplo de superação vem de Israel, que essa semana anunciou que vai à lua; será o quarto país a chegar lá.

Israel tem uma história especial. Seu povo passou por grandes traumas, foi feito de escravo diversas vezes, sofreu com o antissemitismo Europeu e com o Nazismo. Mas como costumam repetir “O que passou, passou, o importante é começar outra vez”. E foi pensando assim que Israel conseguiu se reconstruir diversas vezes. Olhar para o passado é importante, mas não podemos viver com os olhos no retrovisor.

Outro fator essencial para a superação é a educação. Os israelitas são conhecidos como “o povo do livro” e colecionam 25% de todos os prêmios Nobel. Lá, os estudos estão sempre em primeiro lugar. Foi isso que levou esta pequena nação ao grande desenvolvimento tecnológico que a permite ser um país agrícola em meio ao deserto. Quando chegarem à lua, vão deixar lá uma bandeira de Israel, uma Torá (seu livro mais antigo e sagrado), e uma bandeira com os dizeres “O povo de Israel vive”. Nada mais justo para um povo que marcou a própria história da humanidade e cujos filhos se destacam em todos os campos do conhecimento, na cultura, nas artes e na ciência.

Na mesma semana que Israel anunciou que chegaria à Lua, a historiadora Anita Novinsky revelou que encontrou indícios de que Tiradentes, nosso herói nacional, pode ser judeu, já que sua mãe tem o sobrenome Colaça, que é comum entre os israelenses.

A história de Israel deixa clara a importância dos recomeços. De que, mesmo sob a mais cruel repressão, é preciso resistir e melhorar sempre.

Fernando Anhê Santos é professor universitário

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