Artigo

O que realmente importa

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Meus artigos, naturalmente, pendem para a área da saúde, a minha profissão e paixão. Mas muitas vezes, esquecemos que saúde não é apenas algo físico. A saúde mental, emocional, é tão imprescindível como a saúde corpórea para que haja bem-estar e boa qualidade de vida. Não é à toa que a OMS (Organização Mundial de Saúde) define saúde como “ estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de enfermidades”. Pois bem!

Passamos boa parte da vida nos preocupando com coisas que julgamos importantes. Os boletos que nos tiram o sono, o trabalho que precisa ser feito, o carro que precisamos consertar, o problema novo que entra na fila junto aos demais e nos sufoca com a nítida certeza de que jamais solucionaremos todos antes de dormir… mais uma vez.

E, de repente, você acorda na calada da noite, assustado com um problema não resolvido que veio roubar o seu sono. Nesse momento, meio dormindo, meio acordado, você se questiona: “O que realmente importa?”

Isso vai variar, pois a busca por essa resposta é realmente individual. O que importa pode ser aquele ser pequeno e rechonchudo que te recebe com mãozinhas estendidas quando você chega, tenha sido o seu dia bom ou ruim. Podem ser aqueles olhos enrugados que, não importa o quanto você envelheça, vão sempre enxergar a criança que você foi um dia. Pode ser a mesa farta de amigos e risadas. Pode ser o abraço apertado que recebemos quando ninguém mais pode ou quer estar ao nosso lado e que diz: ”Vai tudo terminar bem!” Pode ser aquele jovem de mochila nas costas que sai da sua vida para viver a própria. Pode ser nos apaixonar de novo – às vezes, pela mesma pessoa. Pode ser a paisagem que vemos, a brisa que sentimos, tudo que desperta em nós os sentidos e nos lembra que, no meio dessa loucura que é a vida, estamos apenas e maravilhosamente vivos.

O que realmente importa é descobrimos isso por nós mesmos. E nos importarmos. Antes que o que realmente importa não esteja presente. Ou que, simplesmente, não nos importemos mais, porque então, seremos nós que já não estaremos mais aqui.

Ana Laura Almeida é cirurgiã dentista

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