Artigo

A Patota

Por Redação |
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Dentre as inúmeras dicotomias da vida neste planeta, está o dilema que se configura entre a segurança e a liberdade. Vou exemplificar; João estudou muito, sempre foi um “modelo de comportamento”, conquistou precocemente títulos profissionais e patrimônio e, aos 40 anos, sentia-se deprimido.

Vânia, que sempre foi muito espevitada, atraía a atenção de todos e conforme crescia, buscava vencer seus limites nos esportes radicais e gostava de dizer: “É melhor viver 10 anos a 1000 do que 1000 a 10”. Aos 34 anos, após o nascimento da primeira filha, Vânia começou a sentir medo de que algo lhe pudesse acontecer no Skydive. Decidiu que “era hora de parar com tanta loucura e foi praticar natação”.

Sigmund Bauman, falecido sociólogo e filósofo polonês, disse “Atualmente, as relações escorrem pelos vão dos dedos e insegurança é a tônica do sujeito pós-moderno”. Assim, João e Vânia são exemplos perfeitos do conflito humano destes novos tempos.

Se João buscou a segurança e perdeu a liberdade, Vania, voando entre montanhas, escolheu a liberdade em detrimento da segurança. Assim, muitos abraçam a segurança ilusoriamente. Apoiam-se em modelos estruturalmente disfuncionais, escolhem a sombra do grupo e abrem mão da autenticidade que nasce da experiência própria, pois creem assim tornarem-se mais fortes. Porém, ninguém é suficientemente forte frente à vida, dentro da própria PATOTA!

Marcelo Prates é consultor empresarial

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