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Saúde, segurança e nomofobia

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Fazer uma caminhada diária, comer alimentos saudáveis, realizar exames preventivos, não se expor ao sol, ingerir líquido com regularidade, dormir bem. São cuidados com o corpo físico que estão inseridos em nossa cultura, por isso lembrados facilmente no cotidiano.

Cuidar da ‘saúde’ física, sem dúvida nenhuma, é indispensável para uma boa qualidade de vida e prevenção de doenças, só não é recomendável quando o foco esteja muito voltado à ditadura da beleza, que também conhecemos seus efeitos maléficos.

Outra ginástica essencial consiste em cuidar da saúde mental, especialmente porque sua falta causa tristeza, ansiedade, desesperança, estresse, depressão, medos. E quando estamos acometidos por esse desequilíbrio sentimos também irritabilidade, agressividade, alteração de humor, que por vezes prejudicam os relacionamentos interpessoais e sociais, na família, no trabalho, na escola, chegando a um estado patológico.

Por isso ter boas atitudes, desde o despertar da manhã, fará com que a saúde seja mantida em equilíbrio. E para tanto vale a sugestão de escolher o que será curtido, visualizado e olhado nas redes sociais por meio do Facebook, Instagram, Whatsapp, App de notícias, negócios e outros. Para ser uma pessoa bem informada ou seguida virtualmente, o ideal é que não sejamos expostos a riscos ou perigos emocional e mental.

Isso pode estar ocorrendo com recorrência com as pessoas que logo pela manhã e no transcorrer do dia buscam, às vezes de maneira compulsiva, informações nas redes sociais sobre os acontecimentos no mundo, na cidade, nos grupos sociais, e costumeiramente apenas para saber o quanto suas postagens foram visualizadas, curtidas ou comentadas.

Aqui várias são as reflexões que nos fazem compreender esse comportamento. Como exemplo temos as carências que saciamos nas redes sociais, a fuga para os relacionamentos virtuais, as gratificações por meio dos likes, joinhas, curtidas, tweetadas, comentários, e etc. Inegável que isso pode ser tão bom a ponto de tornar-se uma patológica dependência psicológica e social.

É aí que a saúde mental entra em desequilíbrio, em função da dependência, pois isso tem um nome que poucos conhecem, mas que no meio acadêmico e científico é tratada de Transtorno de Nomofobia, que em outras palavras significa sentir angústia ou medo da pessoa ficar impossibilitada de acessar ou comunicar-se pelos meios virtuais, ou seja, ficar sem acesso ao smartphone. O termo foi cunhado nos diminutivos ingleses No-Mobile, que significam ‘sem tele móvel’.

No contexto da saúde e segurança pública, muitas são as consequências decorrentes da nomofobia, que vão da desatenção na travessia de uma via, na exposição do smartphone ao criminoso, na condução de veículos, na atenção e cuidados com a própria segurança. Se isto estiver ocorrendo com você fique atento e cuide mais de sua saúde e segurança.

Paulo Leite Motooka é coronel da PM

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