Artigo

Sociedade, compaixão e animais

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

Em Gênesis, um dos livros da Bíblia que Jesus lia em voz alta nas sinagogas, há uma "poesia" de manifestação da grandeza de Deus. Este texto revela que para haver o paraíso no mundo, o homem deverá ser o dono de todos os animais. Mandou que o homem desse nome a cada um deles. Isso significa que o homem deve cuidar do que possui, preservar a vida deles, ter uma posse responsável por todos eles.

E depois, quando vem o dilúvio, outra preocupação de Deus se demonstra na preservação da vida de todos os animais, quando os abriga a todos numa barca flutuante. E não são afogados em lama da Vale.

O dilúvio também revela que muitos homens e animais devem ter morrido para o nascimento do novo mundo. A escolha do homem pode ser o sinal de que também devemos controlar essa população de animais no mundo. Usando, para isso, a sabedoria.

Jesus, quando nasceu ficou num cocho. Sabe porquê? Porque os animais, quando se aproximavam para buscar o alimento ou repousar remoendo, no caso das vacas, lançavam na atmosfera, o ar quente dos pulmões. Foi aquela névoa aquecida que sai da boca dos equinos e bovinos que certamente confortaram aquele recém-nascido, naquela noite fria, ali numa manjedoura. Ao chegar em Jerusalém, Jesus não se apresentou nos ombros dos apóstolo nem daqueles que curou ou alimentou. Veio sobre um burrinho.

Quando a gente se alia a um grupo que pretende controlar a população de gatos e cães (poderia ser capivaras e jacarés que também precisam ter controle de reprodução para não se tornarem nocivos ao meio ambiente), estamos usando a sabedoria para evitar o sofrimento, daqueles que por vontade Divina, ou científica para os ateus, estão sob os nossos cuidados e dependem de nós para que tenham vida.

Por que alguns estão com 10 gatos ou cães acima do que desejariam? Por que só uma parte mínima da sociedade deve sacrificar suas vidas, suas rotinas de trabalho e lazer, para cuidar dos animais que a sociedade está abandonando? Tenhamos consciência, ou de fato essas pessoas voluntárias ficarão loucas, como assim já são tratadas. Dê sua contribuição como responsabilidade Divina de cuidar dos animais. Também deles e dos homens e mulheres, crianças, jovens e velhos.

Antônio José do Carmo é jornalista

Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários