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Mágicos circenses no Sesc Birigui

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min

Hoje, às 16h30, no Sesc Birigui, a companhia de teatro Família Burg se apresenta com o espetáculo Misterius. Na peça, os palhaços Gonçalvez e Sobolha tropeçam entre passes de mágica, hipnose e tantas outras técnicas para oferecer ao público uma sequência de quadros de humor e magia.

Joana Piza, uma das artistas do espetáculo, explica que quem for assistir Misterius poderá ver truques de todos os tamanhos, desde os menores objetos até o sumiço de uma pessoa diante dos olhos de todos. "A mágica e o humor são dois ingredientes que têm tudo a ver. Se por um lado a mágica tem um tom de curiosidade, suspense e mistério, o humor chega para revelar aquilo tudo que o mágico jamais colocaria diante do público. Este jogo divertido deixa o público saborear a cada quadro as desventuras de uma sequência de truques quase perfeitos."

Gonçalvez e Sobolha são os dois palhaços de Misterius. Durante a apresentação, Goncalvez desempenha o papel de mágico, convocando ajudantes e assistentes para seus truques. Diante do público ele conta com a ajuda qualificada de Sobolha, que faz suas maiores habilidades, sendo o grande desespero de Gonçalvez.

Os dois palhaços mágicos, além dos truques, também realizam hipnose no palco. Joana explica que os artistas prometem não contar os segredos da grande da hipnose, e só alertam o público para cuidar bem de seus pertences no momento em que a protagonista entrar no efeito Alfa, semi acordada. Ela ainda lembra que já houve casos em que o mágico teve dificuldade de acordar a protagonista de volta.

Joana conta que, para eles, artistas circenses, fazer mágica por meio do humor é como aproveitar cada momento para agregar no repertório uma técnica diferente. Com a ideia de trazer ao público elementos que despertem o interesse pelo circo, Joana e Ivens Burg Cacilhas pesquisaram componentes da magia circense que colaboram com a função do palhaço de trazer a comicidade na performance da magia. E vice-versa.

Ela ainda destaca que o humor é a chave que abre a possibilidade de olhar para o mundo de uma perspectiva mais humana, refazendo os laços de convivência e ampliando a função do artista, como ponte para o diálogo entre pessoas dos mais diversos lugares e culturas.

O espetáculo Misterius estreou em janeiro de 2018 e surgiu de uma série de encontros com profissionais da magia e da palhaçaria no Brasil e no exterior.

TRAJETÓRIA

A Família Burg é formada por Ivens Burg Cacilhas, Hugo Burg Cacilhas e pela atriz Joana de Toledo Piza. No ano de 2001, eles iniciaram suas atividades como palhaços por meio da pesquisa "A descoberta do Clown pessoal", orientada por Ricardo Pucetti, do Lume Teatro, de Campinas. Desde então, a companhia vem aprimorando o exercício da comicidade, a arte de fazer rir, sem criticar algo, seja com reprises, números, entradas ou espetáculos.

Leris Colombaioni, tradicional palhaço italiano, foi um nome de grande importância para a formação da identidade cômica da Família Burg. Entre os anos de 2007 e 2010, ele ministrou cursos na sede do grupo, contribuindo para o aperfeiçoamento do tempo cômico e agregando novas possibilidades ao repertório do grupo.

Ao integrar o quadro de companhias da Cooperativa Brasileira de Circo, a Família Burg conquistou visibilidade em importantes festivais de circo e eventos gerais, como a Palhaçaria Paulistana, o Festival de Circo de Limeira, Virada Cultural Paulista, Circuito Cultural Paulista e Circuito Sesc de Artes.

Os artistas da Família Burg foram cofundadores do antigo Espaço Cultural Semente, em Campinas, e hoje colaboram com a gestão coletiva do Centro Cultural Casarão do Barão, na mesma cidade. Eles desenvolvem pesquisa, ensaiam, oferecem cursos e realizam seus espetáculos.

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