Educação

Os desafios da educação para 2019

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

O ano de 2019 começa com grandes e inéditos desafios para a educação brasileira. A política para o setor tende a ser totalmente revista pelo novo governo, o que abre novas perspectivas e chances de efetivação de melhorias há muito tempo demandadas pelos empresários, profissionais da área e, consequentemente, pelas famílias. Neste mesmo espaço, já falamos do quanto é necessário reinventar caminhos para que as escolas passem a ser mais do distribuída de conceitos, dados e definições.

O Brasil precisa que as unidades educacionais tenham maior proximidade com as famílias e maior sintonia com os novos tempos. Ainda oferece-se, principalmente na rede pública, o mesmo meio de relação entre professor e aluno que nos séculos anteriores. Na Era da Informação, o conhecimento está mais diluído, democrático, amplo, irrestrito e difuso.

O resultado neste nosso atraso como sociedade, além de ser perceptível no cotidiano das empresas e na baixa participação cidadã, também é medida em números. Em dezembro último, por exemplo, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que mede qualidade a qualidade das universidades e faculdades do país, revelou que apenas 2,5% dos cursos de graduação avaliados em 2017 tiveram desempenho máximo.

É sabido que para que se alcançar melhores resultados nos níveis superiores, é preciso que se invista na primeira infância. Os alicerces do conhecimento devem ser sólidos e profundos.

As informações são as de que esta será, inclusive, a estratégia do novo governo federal. Com a posse do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Ricardo Vélez Rodríguez foram feitas mudanças na estrutura do Ministério da Educação (MEC). A pasta passa a contar agora com a Secretaria de Alfabetização, a Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação, além de uma Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares.

As novas secretarias e subsecretaria são voltadas principalmente para a educação básica, etapa que compreende desde as creches ao ensino médio e que, segundo o novo ministro, será prioridade do governo. Para implementar as mudanças nas escolas, o MEC precisará do apoio de estados e municípios, que detêm a maior parte das matrículas.

E este é o grande desafio que citamos no começo deste artigo. Os resultados esperados só serão alcançados se houver um novo pacto federativo para o setor. Todos esperamos que o Brasil avance em seu projeto para a Educação, por tanto a responsabilidade é de todos nós, como sociedade. Somos sócios nesta construção de um país mais justo e próspero por meio da uma educação inovadora, contemporânea e cidadã. A responsabilidade nossa não terminou nas urnas. Aliás, foi lá que começou.

Bruno Rafael Souza é empresário no ramo de Educação em Araçatuba e Três Lagoas (MS)

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