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Mudar ou não mudar: eis a questão

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min

Primeiros dias de 2019. E o que muda? Nada, se você não mudar!

De que valem promessas se você não incorporar a necessidade de mudar em seu coração. Não adianta querer resultados diferentes se você continuar fazendo as mesmas coisas.

Todo dia é oportunidade de mudar, de melhorar. Não é preciso mudança do calendário, é necessária mudança de atitude, o empenho, a vontade.

Quando procuramos o sentido da palavra vontade, no dicionário encontramos: "faculdade que tem o ser humano de querer, de escolher, de livremente praticar ou deixar de praticar certos atos". Portanto, é algo que deve vir de dentro, da necessidade de mudar, de encontrar novos rumos, de dar sentido à nossa existência.

Quando falamos em sentido da vida, vale lembrar que estamos em vários estágios de consciência. E quando começamos a questionar o sentido da vida precisamos nos lembrar que o sentido está intimamente relacionado às escolhas que fazemos e, portanto, somos os responsáveis por nossos destinos.

No momento em que o jovem rico procura Jesus, desejoso de adentrar ao reino dos céus ouve a proposta do Mestre: "Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz, e segue-me."

Quantos teriam coragem de seguir a Jesus? Quantos abandonariam as festas, os prazeres e buscariam a "cruz" como instrumento de redenção.
Queremos a felicidade. E a confundimos com a alegria da embriaguez ou do prazer, porque simplesmente nos esquecemos de que não somos do mundo; estamos nele. Isso revela uma condição transitória que tem de ser compreendida, caso contrário continuaremos a ser infelizes.

Compreender a necessidade de mudar, esforçar-se e perseverar, mantendo o firme propósito de estabilizar a mudança e não voltar atrás é difícil, porque até as pessoas mais próximas hão de querer dissuadir-te desse caminho.

Contaram-me uma história que me marcou muito, e aqui reproduzo com minhas palavras.

Existia em uma pequena cidade um mendigo conhecido por todos e que tinha um curioso apelido. Chamavam-no de "pão duro" porque ele tinha um hábito curioso: o de querer somente pão duro.

Ele possuía uma pequena lata onde colocava o pão e uma pequena pedra, que fazia às vezes de pilão, com a qual amassava o pão com um pouco de leite, fazendo assim uma sopa que gostava muito.

A vida seguia na pequena cidade, mas um dia notaram a falta do "pão duro": ele não aparecia na cidade há tempos…

Foram procurá-lo e nas imediações da cidade, em pequeno casebre feito de restos de materiais de construção encontraram-no sem vida. Quando vasculharam as coisas dele para saber de quem se tratava encontraram sua lata e, dentro, sua pedra. Para surpresa geral, a pedra era um belíssimo e raro diamante.

Assim somos nós. Temos nessa existência um diamante em nossa posse que chamamos vida e, infelizmente, desperdiçamos essa fortuna correndo atrás de coisas que são transitórias.

Mudar! Para melhor compreender a vida e fazer do ano novo um ano bom só depende de nós.

Faça de 2019 um ano feliz!

Roberto Cesar dos Santos é gestor de Recursos Humanos, voluntário na Instituição Nosso Lar, em Araçatuba e dirigente na USE (União das Sociedades Espíritas) Regional de Araçatuba. Descreve esta Face Espírita/Ano 11 para publicação exclusiva na Folha da Região

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