Hoje comemoramos o Dia Internacional do Voluntário. A data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas). Se doar ao próximo é uma ação nobre e existem pessoas que realizam trabalhos voluntários o ano inteiro.
Os voluntários doam uma parte de si para quem tem necessidade diferente da sua. Marcos Vinícius Adaes, estudante de administração, é um exemplo disso, além de estar organizar caravanas até Jaú para a doação de sangue em prol do pequeno Fernando, de um pouco mais de 2 anos, diagnosticado com leucemia, também está ajudando a organizar um jantar beneficente, no bairro Alvorada, que acontece todos os anos. O evento é para ajudar as crianças carentes moradoras do bairro.
Ele começou a ser voluntário após a perda de sua mãe, mas diz que sempre ajudou pessoas. "Já fiz velório de pessoas carentes, como por exemplo, no caso de um senhor que iria ser enterrado como indigente, mas achei a família dele e minha maior gratificação foi o agradecimento deles por não ter deixado ele ser enterrado como um desconhecido".
Em todo trabalho voluntário ele sente que ganha algo em troca, seja com sorrisos ou palavras recebidas das pessoas. "O que mais me toca é quando falam aquela frase: Deus te abençoe. A sensação é impossível explicar, acho que cada olhar já é uma forma de agradecimento."
A estudante de fotografia e escriturária, Letícia Terci Estevam, de Andradina, assim como Marcos, também é um exemplo de solidariedade. Ela faz parte do Rotaract Club de Andradina, que é uma empresa sem fins lucrativos, com objetivo de ajudar a comunidade e instituições carentes da cidade.
O trabalho voluntário proporciona algo que nem sei explicar, mas de ver uma pessoa principalmente criança receber um presente, seja um objeto ou algo que ela sempre sonhou, é muito gratificante de ver uma criança sorrir."
Letícia se tornou adepta no trabalho voluntário em 2014, na igreja que frequentava, mas em 2016, foi convidada para fazer parte do clube, na qual passou a saber mais sobre o trabalho que faziam na cidade. A partir daí, passou a se dedicar mais ao voluntariado.
"Acho que maior presente que ganho é saber o que eu faço é ajudar um próximo e sentir que eles são amados também, pois, muitas das vezes, as pessoas julgam pela aparência, mas nunca param para ouvir a história de uma pessoa que precisa de ajuda. Não fazemos muito, mas com pouco se torna muito."
Para ela, a sensação de todo o trabalho não se explica, mas é algo gratificante tanto para ela, mas mais gratificante ainda é para as pessoas que ela ajuda. "Só de ver um olhar triste que se torna um sorriso, já me considero uma pessoa mais feliz."
Tempo, Gestos e Sentimentos
A vendedora Marlene Neris Santiago diz que seu trabalho voluntário é de tudo um pouco, nada específico, pois a doação é de tempo, gestos e sentimentos, o que acaba ocasionando uma ajuda específica, como bens materiais. "Você se torna voluntário é algo complicado, pois exige muita dedicação e tempo na busca por solução. Mas como me vi em uma situação com minha filha, decidi doar também."
Para ela, a sensação é algo inexplicável, pois funciona em grandes quantidades. No momento que ela fica sabendo que uma família necessita de uma cesta básica, a compaixão fala mais alto. A situação de ir até lá, ver o que realmente precisa, pensar de como agir para se conseguir é uma força que irradia na alma, segundo ela. Mesmo não vendo a situação, Marlene se prontifica a doar, acreditando somente em sua força. "É um presente que ganhamos, uma evolução com Jesus, de saber que é único que vai te carregar no colo, pois conhece nosso íntimo da alma. Costumo dizer que nunca é entre eu e a pessoa ajudada, mas sim entre eu e Jesus. Melhor presente não há", finaliza.
Crianças Carentes
A estudante Mariana Garcia faz um trabalho com crianças carentes, pois desde pequena esteve envolvida com o trabalho voluntário. Seu pai, em 1994, promoveu com mais uns sócios pela primeira vez o "Amigos para Sempre", que é um projeto que acontece todo ano, no Natal. Com a ajuda de contribuições em dinheiro, eles compram brinquedos, escovas de dente, doces entre outros e fazem sacolinhas. Essas sacolinhas são entregue em vários bairros carentes de Birigui.
Mariana se tornou mais efetiva no trabalho voluntário após um acidente que sofreu junto com sua família, na qual, sua irmã veio a falecer. Ela e seus pais fundaram GAASC (Grupo de Apoio e Amparo Social Carolina Lopes Garcia), nome de sua irmã. Desde então, vêm realizando um trabalho com as crianças de olarias de Bilac. O GAASC tem apenas 7 anos, porem, realizam festas em datas comemorativas, como na Páscoa, dia das crianças e Natal, com cachorro quente, refrigerante, pintura no rosto e bexigas.
"É muito difícil explicar em palavras porque é muito intenso, é um sentimento que te modifica cada vez mais conforme você vai pondo em prática. Eu sinto como se estivesse fazendo a minha parte pra que o mundo seja melhor, para que as crianças não percam a sua infância, suas crenças, como por exemplo, no papai Noel, coelhinho da Páscoa, entre outros. Isso é transformador: não deixar o sonho de uma criança morrer. Conseguir fazer com que aqueles olhos tristes ganhem cor e esperança de novo. Não tem nada no mundo que seja mais gratificante que isso", finaliza.
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