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"#MozEm50Click"

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min
Biriguiense Renan Augusto de Castro Dias finalizou seu ano de experiências fotografando o dia a dia do Moçambique / foto: Acervo Pessoal
Biriguiense Renan Augusto de Castro Dias finalizou seu ano de experiências fotografando o dia a dia do Moçambique / foto: Acervo Pessoal
Em agosto do ano passado, o baterista Renan Augusto Castro Dias embarcou para Moçambique, na África, pois foi um dos seis selecionados no projeto Move (Musicians and Organizers Volunteer Exchange - em português, Intercâmbio de Músicos e Organizadores Voluntários) para trabalhar como voluntário em um projeto musical, ensinando instrumentos para a população. Esse programa foi criado pela instituição internacional JM Norway e, no Brasil, tem parceria com o projeto Guri, do qual Dias fez parte por quatro anos. Ele, que é de Birigui, ficou quase um ano no continente africano e, quando chegou perto de voltar para casa, sentiu-se frustrado, pois queria mostrar para os amigos e familiares o que via e vivia naquele país. Foi daí que surgiu a ideia de postar uma foto por dia, durante seus últimos 50 dias, no seu perfil do Facebook. "Foi uma espécie de despedida e uma maneira de mostrar pra todos algumas peculiaridades do país" conta Renan, que sempre postava a foto acompanhada da hashtag "#MozEm50Clicks", com uma crônica falando sobre o fato vivido e com a sequência dos dias postados. Fotos As fotos eram sempre de uma paisagem, uma experiência que vivida pelo baterista ou, até mesmo, um lugar que ele tinha achado interessante. "Tentava mostrar lugares que eram ou foram importantes de alguma forma". Algumas das fotos ele já tinha antes de idealizar o projeto e, no decorrer das postagens, ele acabou publicando em sua conta. Muitas também foram tiradas na mesma data em que foram adicionadas à rede social, "Foram momentos muito únicos, pois eram coisas pequenas, mas que eu sei que fariam toda a diferença pra alguém que as visse", conta. Ao realizar o projeto, Dias acabou olhando para os detalhes que ainda não tinha notado em Moçambique e também percebeu que as pessoas que acompanhavam começaram a ver a África com outros olhos e se interessarem pelas peculiaridades de lá. "Tive um retorno bem melhor do que eu imaginava. As pessoas interagiam, perguntavam, e eu fiz muitos novos amigos. Os amigos de Moçambique ficavam orgulhosos e até me corrigiam em algumas coisas. Os meus amigos daqui ficavam curiosos e pareciam estar realmente dentro das fotos", lembra Renan. Entre as experiências mais marcantes, Dias destaca o dia em que deu um violão a sua aluna e a fotografou, "Foi uma forma incrível de eternizar o momento. Foi uma grande alegria e conquista." Num outro momento, ele dedicou um dia para falar dos amigos que moravam com ele, os outros participantes do Move. Segundo ele, foi a parte que mais gostou de fotografar, pois eram pessoas importantes do seu dia a dia africano. Sem fim A última postagem foi a foto 49, pois Renan fala que esse ciclo não se fechou ainda. "Minha última foto foi a 49, eu ainda não postei a 50, porque ainda não acho que tenha acabado. Estou esperando algum momento em que eu sinta que o ciclo esteja fechando. Mas claro que ainda não acabou, pretendo voltar. Porém, sinto que esse primeiro período precisa se encerrar. E pra mim, ainda não encerrou", conclui Renan.

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