A rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL) é de 52% entre os eleitores brasileiros, enquanto a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuou para 47%, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (21). O levantamento foi realizado a quatro dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25), e mostra uma redução na rejeição aos dois candidatos em comparação com a semana anterior.
De acordo com os dados, Lula apresentou a maior queda no período. Na pesquisa divulgada em 14 de outubro, 53% dos entrevistados afirmavam que não votariam no presidente de jeito nenhum. Agora, esse percentual é de 47%, uma redução de seis pontos percentuais.
Já a rejeição a Flávio Bolsonaro passou de 54% para 52%, recuo de dois pontos percentuais. Apesar da diminuição nos índices dos dois candidatos, o senador continua apresentando a maior rejeição entre os eleitores, com uma diferença de cinco pontos percentuais em relação ao atual presidente.
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Disputa presidencial segue acirrada
Além da rejeição, a pesquisa Quaest avaliou as intenções de voto para o segundo turno. Flávio Bolsonaro aparece com 45%, enquanto Lula registra 44%. Os números indicam uma diferença de apenas um ponto percentual entre os candidatos.
Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão em situação de empate técnico. Dessa forma, não é possível afirmar que um candidato esteja efetivamente à frente do outro com base nesse resultado.
O levantamento também aponta que 9% dos entrevistados pretendem votar em branco ou nulo, ou afirmam que não irão votar. Outros 2% estão indecisos.
Em relação à rodada anterior, divulgada em 14 de outubro, Flávio oscilou de 46% para 45% nas intenções de voto, enquanto Lula permaneceu com 44%. O percentual de eleitores que não pretendem escolher um dos dois candidatos permaneceu estável, e o grupo de indecisos passou de 1% para 2%.
Pesquisa foi realizada antes do segundo turno

As entrevistas foram realizadas entre os dias 17 e 20 de outubro, período em que a campanha presidencial entrou na reta final. O levantamento considera o cenário eleitoral após acontecimentos recentes, entre eles as sabatinas dos candidatos na TV Globo e o debate promovido pela TV Band.
A pesquisa também foi divulgada em meio às discussões sobre o fim da escala de trabalho 6x1. No entanto, os dados apresentados não permitem atribuir diretamente as mudanças nos índices de rejeição a um acontecimento específico.
Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, os números mostram uma disputa apertada tanto nas intenções de voto quanto na avaliação negativa dos candidatos. A rejeição é um indicador importante para acompanhar a corrida eleitoral, pois revela a parcela do eleitorado que declara não votar em determinado candidato de maneira alguma.
Metodologia
A pesquisa foi encomendada pelo Grupo Globo e ouviu 2.154 pessoas com 16 anos ou mais, por meio de entrevistas presenciais e domiciliares, entre os dias 17 e 20 de outubro.
O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08535/2026.