A Polícia Militar do Estado de São Paulo registrou ocorrências de tumulto, pichações e depredação durante a dispersão de uma manifestação pró-Lula realizada neste domingo (11), na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. O ato contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a Polícia Militar acompanhou a manifestação ao longo do dia e manteve equipes na região durante a dispersão dos participantes. Segundo a pasta, as ocorrências foram registradas em diferentes pontos da avenida.
Em imagens divulgadas sobre o episódio, algumas pessoas aparecem com o rosto coberto. Em determinados registros, policiais também podem ser vistos ao fundo.
Em nota, a SSP informou que a PM permaneceu acompanhando a movimentação e que as equipes atuaram para garantir a segurança da população e a preservação da ordem pública.
VEJA MAIS :
- Região de Piracicaba tem 14 cidades sem Delegacia da Mulher
- VÍDEO: Manifestação política lota região central de Piracicaba
- Pai do Ministro Cristiano Zanin do STF morre em Piracicaba
Estação Trianon-Masp foi fechada temporariamente

A grande concentração de pessoas na Avenida Paulista também levou o Metrô de São Paulo a adotar medidas para controlar o fluxo de passageiros. A estação Trianon-Masp teve o acesso temporariamente fechado até as 16h30 de domingo (11), o que provocou reclamações de pessoas que estavam na região.
As estações Consolação e Brigadeiro permaneceram abertas durante a operação.
Segundo o Metrô, o fechamento temporário foi adotado em razão do volume de pessoas concentradas na área. A companhia explicou que o plano de controle de multidão é utilizado quando o fluxo supera a capacidade de atendimento de uma estação, como pode ocorrer em eventos de grande porte e nas comemorações de Réveillon.
Metrô não registrou danos nas estações
Apesar das ocorrências relatadas pela Polícia Militar em pontos da Avenida Paulista, o Metrô informou que, até o início da noite, não havia registros internos de vandalismo ou danos nas estações da região.
A companhia afirmou que a operação foi direcionada à preservação da segurança dos passageiros e à manutenção do transporte durante a manifestação.
As informações divulgadas pelas autoridades diferenciam as ocorrências registradas durante a dispersão do ato na avenida dos registros internos do sistema metroviário, que não apontavam danos às estações até aquele momento.
Ato ocorre na reta final da campanha eleitoral

A manifestação foi realizada durante a campanha para o segundo turno das Eleições 2026, marcado para 25 de outubro. Na data, os eleitores voltarão às urnas para escolher o próximo presidente da República. A campanha eleitoral entra na reta final, com atos públicos e mobilizações de apoiadores dos candidatos em diferentes regiões do país.