ASTRONOMIA

12 de agosto terá eclipse e espetáculo raro no céu; Entenda

Por Da redação - JP1 |
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Nasa
NASA e ESA vão transmitir ao vivo um dos eventos astronômicos mais aguardados de 2026.
NASA e ESA vão transmitir ao vivo um dos eventos astronômicos mais aguardados de 2026.

O dia 12 de agosto promete chamar a atenção de observadores do céu em diferentes partes do mundo. Na mesma data, estão previstos um eclipse solar total, o pico da tradicional chuva de meteoros Perseidas e um alinhamento de seis planetas visíveis antes do amanhecer. A combinação dos fenômenos faz do período um dos mais aguardados pelos apaixonados por astronomia e também pela comunidade científica.

Embora o eclipse total seja visível apenas em uma faixa específica do planeta, instituições como a NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA) já preparam transmissões especiais e projetos de pesquisa para aproveitar a oportunidade. Além do espetáculo visual, os órgãos reforçam orientações para que a observação seja feita de forma segura, evitando danos à visão.

O fenômeno também servirá como laboratório natural para estudos sobre a atmosfera terrestre e poderá render registros inéditos de outros eventos celestes.

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Onde o eclipse será visto

O eclipse acontecerá quando a Lua passar exatamente entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz solar para quem estiver na chamada faixa de totalidade. Esse corredor atravessará regiões da Groenlândia, Islândia, norte da Espanha e nordeste de Portugal, onde o céu deverá escurecer por alguns minutos e a coroa solar ficará visível.

Em diversas áreas da Europa, América do Norte, África, Alasca e Sibéria, o eclipse será parcial. O percentual do Sol encoberto varia conforme a localização, proporcionando diferentes experiências para os observadores espalhados pelo planeta.

Especialistas alertam que olhar diretamente para o Sol sem equipamentos apropriados continua sendo perigoso, mesmo durante um eclipse parcial. A recomendação é utilizar óculos certificados para observação solar durante todo o fenômeno e retirar a proteção apenas no curto período em que o Sol estiver completamente encoberto, recolocando-a assim que a luminosidade retornar.

Três fenômenos em um único dia

Além do eclipse, a programação celeste de 12 de agosto inclui outros eventos que devem atrair a atenção do público. Antes do nascer do Sol, seis planetas poderão ser vistos formando um arco no horizonte, enquanto, após o anoitecer, a chuva de meteoros Perseidas alcançará seu pico em condições favoráveis graças à fase de Lua Nova, que reduz a luminosidade do céu.

O interesse científico também será grande. Pesquisadores aproveitarão o eclipse para analisar alterações provocadas pela rápida redução da luz solar sobre a atmosfera. Universidades dos Estados Unidos lançarão mais de 60 balões de alta altitude na Espanha e na Islândia para coletar dados sobre temperatura, circulação do ar e outros efeitos do fenômeno.

Outra iniciativa busca registrar um cenário considerado extremamente raro: a ocorrência de auroras boreais durante o eclipse na Groenlândia. Caso a atividade solar seja intensa no período, cientistas poderão obter imagens inéditas dessa combinação, ampliando o conhecimento sobre dois dos fenômenos naturais mais fascinantes observados da Terra.

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