A criatividade marcou o esquema de segurança do Carnaval em São Paulo. Policiais civis infiltrados nos blocos da região da República atuaram vestidos como personagens populares da cultura pop para surpreender criminosos em meio à multidão.
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No sábado (14), agentes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) circularam caracterizados como integrantes da turma do Scooby-Doo. Entre as fantasias estavam o próprio Scooby-Doo, com macacão marrom e o tradicional colar azul, e Daphne Blake, com vestido roxo e peruca ruiva. Misturados aos foliões, os investigadores monitoraram a movimentação de um grupo suspeito e flagraram três pessoas furtando celulares. O trio foi abordado e, com uma das mulheres, foram encontrados oito aparelhos escondidos em uma pochete.
Já no domingo (15), a ação ganhou outro cenário temático. Policiais atuaram fantasiados como personagens da série mexicana Chaves. Entre os trajes estavam versões do próprio Chaves, com camiseta listrada e chapéu característico, e do Chapolin Colorado, com roupa vermelha e anteninhas. A caracterização permitiu que os agentes circulassem sem levantar suspeitas até o momento das abordagens. Dois homens foram flagrados vendendo cigarros de maconha. Um terceiro suspeito portava maconha, cocaína, ampolas de lança-perfume e dinheiro. Duas mulheres também foram detidas por receptação de celular furtado. Os envolvidos foram encaminhados ao 2º Distrito Policial (Bom Retiro) e ao 78º Distrito Policial (Jardins), onde permaneceram à disposição da Justiça.
Esquema especial mobiliza milhares
As ações fazem parte da Operação Carnaval, coordenada pela Secretaria da Segurança Pública. Até agora, 42 pessoas foram presas na capital durante os festejos.
A Polícia Militar do Estado de São Paulo mobiliza mais de 13 mil policiais por dia em todo o estado, sendo cerca de 5 mil na cidade de São Paulo, com apoio de câmeras e drones. A atuação integrada com a Polícia Civil do Estado de São Paulo reforça o combate a crimes patrimoniais e ao tráfico em grandes eventos.
A Polícia Civil orienta que vítimas registrem boletim de ocorrência, presencialmente ou pela Delegacia Eletrônica, informando sempre que possível o número do IMEI do celular. O dado é fundamental para facilitar a identificação e a restituição dos aparelhos recuperados.