MEDICINA

Transplante de útero em pessoas trans: realidade ou mito?

Por Da Redação |
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Maya é uma mulher trans e quer gerar um filho
Maya é uma mulher trans e quer gerar um filho

A crescente visibilidade dos desejos de maternidade entre mulheres trans tem impulsionado um diálogo delicado sobre os limites atuais da medicina reprodutiva. A influenciadora Maya Massafera tornou-se o rosto desse debate no Brasil após declarar publicamente seu desejo de “implantar um útero e engravidar”.

O que é o transplante de útero?
Trata-se de um procedimento que permite a uma pessoa que não tem útero — por nâo o ter nascido com ele, ou por remoção cirúrgica — receber esse órgão de uma doadora viva ou falecida, viabilizando a gravidez biológica. O primeiro nascimento bem-sucedido aconteceu na Suécia, em 2014.

Em 2024, o Hospital das Clínicas da USP realizou o primeiro transplante bem-sucedido entre pessoas vivas na América Latina; a receptora, sem útero devido à síndrome de MRKH, recuperou o ciclo menstrual e agora prepara-se para fertilização in vitro.

Saiba Mais:

O que diz a medicina sobre pessoas trans?
Segundo especialistas do Reino Unido envolvidos no pioneirismo do transplante uterino, a operação em mulheres trans ainda é inviável e distante — estima-se que ainda faltem de 10 a 20 anos até se tornar possível. Eles destacam barreiras técnicas como anatomia pélvica diferente, desafios vasculares e microbioma distinto — além de riscos relacionados à imunossupressão prolongada.

Um estudo britânico publicado há alguns anos já sinalizava a possibilidade, mas enfatizava que a prática nunca foi realizada nem testada em mulheres trans.

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