Buscar histórias do presente e passado mais recente é uma tarefa relativamente fácil. Basta acessar portais noticiosos e acompanhar as redes sociais que as informações estão, literalmente, na palma das mãos. Mas como fazer para conhecer mais sobre as histórias passadas? Muitas pessoas podem ter o interesse de saber mais sobre como Piracicaba se formou e é o que é hoje em dia, e o acesso a esse tipo de informação está cada vez mais fácil.
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Fundado em 1° de agosto de 1967, o IHGP (Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba) é um dos responsáveis por manter vivo o acervo histórico de Piracicaba. A entidade possui, como diz o presidente, Edson Rontani Júnior um “acervo de 257 anos de história”, que começou físico e que possui grande parte digitalizada. “Mais de 10 mil fotos em papel, livros aos montes. Na mudança para o nosso prédio atual, foram 700 quilos de material”, disse.
No acervo digital do IHGP, a população pode ter acesso gratuito a materiais como o livro Brasil Negro, de autoria do membro-fundador do instituto, Antonio Messias Galdino, lançado em 1991. E se você procura a história de algum piracicabano específico, pode encontrar por lá também, no Dicionário de Piracicabanos, obra escrita por Samuel Pfromm Neto. Para Edson Rontani Júnior, a digitalização dos documentos se torna cada vez mais necessária para que a cultura e a história da cidade não sejam perdidas.
“Criamos um acervo físico desde os anos 1980 com doações diversas (poder público, empresas privadas e famílias). São doações físicas e não financeiras. Envolvem tomos de jornais, revistas, livros, materiais audiovisuais e outros. Via de regra, quando um historiador falece, a família não tem interesse no acervo dele e acaba doando para outra pessoa ou entidade”, conta o presidente da entidade.
“Existem livros de membros do IHGP e da própria entidade que já se esgotaram. Estes estão sendo caçados entre colecionadores, escaneados e dispostos em nossas mídias”, completou.
Segundo o presidente do IHGP, o acesso físico aos documentos está cada vez mais difícil, principalmente por causa da ação do tempo. Por isso, a digitalização é uma forma de evitar com que a história se perca e mais: possibilitar o acesso em qualquer parte do mundo. “Isso porque o material se torna depreciado fisicamente com o passar do tempo. Com o acesso à distância, em formato digital, as pessoas podem folhear livros, jornais, ver filmes e músicas, compartilhadas com qualquer um, em qualquer lugar do planeta e o melhor, em alta resolução e gratuitamente”, completou.
A digitalização começou na gestão do então presidente Victor Vencovsky. Uma série de ações, como a digitalização de jornais antigos, livros de registros, como o dos sepultamentos do Cemitério da Saudade e a abertura da conta na plataforma de fotos Flickr aconteceu. “Isso se chama democratização ao acesso da informação. Tudo em prol da manutenção e propagação da memória local”, disse Rontani.
Os itens históricos podem ser encontrados também no canal do IHGP no YouTube, pela plataforma Issuu, onde livros e jornais antigos são publicados, nos perfis no Instagram e Facebook e, também na revista anual do IHGP, que traz artigos históricos. O IHP também publica semanalmente no Jornal de Piracicaba uma coluna sobre a história de Piracicaba. “Isso se chama democratização ao acesso da informação. Tudo em prol da manutenção e propagação da memória local”.
Segundo Rontani, os arquivos mais recentes já têm a facilidade de serem criados digitalmente, o que facilita a catalogação. “Desde a década passada temos a facilidade da matriz de um livro ou jornal ser digital. Assim, além do impresso, aproveitamos também suas versões digitais sendo disponibilizadas em formato PDF”, afirmou. Para vasculhar o acervo do IHGP, a população pode entrar no site da entidade, o ihgp.org.br e acessar a aba Acervo. A visualização e download dos arquivos é gratuita.
Comentários
1 Comentários
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ANDRÉ CALAZANS 16/03/2025A matéria ficaria completa se o jornalista colocasse o link que leva ao acervo digitalizado do IHGP.