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Aos gritos de 'assassino', ato cobra prisão pela morte de Bruno

Por Da redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 4 min
Adriana Codazzi/Reprodução

Dezenas de estudantes, médicos, familiares e amigos de Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, participaram de um ato por justiça na noite desta quinta-feira (1º), em Taubaté. A manifestação ocorreu em frente ao Bom Conselho, um dia após o estudante de Medicina ser morto a tiros durante uma discussão de trânsito.

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Durante o protesto, os participantes pediram “Justiça” e chamaram o bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, de “assassino covarde”. O militar é investigado pela morte de Bruno e recebeu liberdade provisória nesta quinta-feira após audiência de custódia.

A manifestação foi organizada por colegas da Faculdade de Medicina da Unitau (Universidade de Taubaté) e pelo grupo Mães Médicas de Taubaté. O objetivo foi homenagear Bruno, demonstrar solidariedade à família e cobrar esclarecimentos e responsabilização pelo crime.

A soltura do bombeiro foi um dos pontos de indignação entre os participantes. A Justiça determinou medidas cautelares, incluindo restrições de contato e aproximação dos familiares da vítima e suspensão do porte de arma.

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‘Justiça’ e homenagens a Bruno

Com cartazes e manifestações de apoio à família, os participantes pediram justiça pela morte do estudante. O ato reuniu integrantes da comunidade acadêmica, profissionais da área da saúde e moradores de Taubaté.

A mobilização teve início entre colegas de Bruno e integrantes do grupo Mães Médicas de Taubaté, que reúne mais de 400 pessoas, segundo uma das organizadoras.

A médica Fabiana Freitas, mãe de um estudante de Medicina que conhecia Bruno e chegou a jogar futebol com ele, afirmou que a morte provocou forte comoção entre estudantes e profissionais.

“Estamos inconformados, machucados e tristes pela perda do Bruno, e vamos pedir justiça para ele. Nada pode trazê-lo de volta, mas podemos pedir por justiça”, afirmou.

A médica Anna Paula Carelli, formada pela Faculdade de Medicina de Taubaté, também participou da mobilização e destacou o impacto da morte do jovem.

“Ter um filho morto tão brutalmente e por banalidade é estarrecedor”, afirmou.

Grupo ‘Médicos por Bruno’ é criado

A mobilização também levou à criação do grupo “Médicos por Bruno”, formado por profissionais e estudantes de Medicina.

Segundo a médica Andressa Lucci, a iniciativa partiu de integrantes do grupo Mães Médicas de Taubaté e dos próprios colegas de Bruno.

“A ideia é mostrar que a comunidade médica não vai esquecer facilmente do que aconteceu. Os colegas do Bruno e a família querem respostas, e com as respostas que seja feita a justiça”, afirmou.

Um perfil nas redes sociais também foi criado para divulgar informações e manifestações relacionadas ao caso.

Bombeiro foi solto após audiência de custódia

Marcos Paulo foi preso em flagrante após a morte de Bruno, mas recebeu liberdade provisória nesta quinta-feira (1º), durante audiência de custódia em São José dos Campos.

A decisão impôs medidas cautelares ao bombeiro. Entre elas estão restrições de contato e aproximação dos familiares da vítima e a suspensão do porte de arma.

A defesa de Marcos sustenta que ele agiu em legítima defesa. Segundo a versão apresentada, o bombeiro teria acreditado que Bruno estava armado e reagido diante de uma suposta ameaça. A alegação será confrontada com depoimentos, imagens, perícias e demais provas produzidas durante a investigação.

Bruno foi morto durante discussão de trânsito

Bruno foi baleado na manhã de quarta-feira (30), na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, conhecida como Avenida do Povo, em Taubaté.

Segundo o registro policial, o estudante dirigia um Chevrolet Prisma quando se envolveu em uma discussão de trânsito com o motorista de um Jeep Renegade, identificado como Marcos Paulo.

O bombeiro efetuou disparos contra Bruno. O estudante foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

A ocorrência foi registrada como homicídio, e a Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte. A defesa do bombeiro afirma que ele agiu em legítima defesa.

Estudante de Medicina deixou esposa e filho

Bruno cursava o quarto semestre de Medicina na Unitau. Aos 23 anos, era casado e tinha um filho de 2 anos.

Antes de ingressar na Unitau, ele havia iniciado a graduação em Medicina na Argentina e também estudado em uma universidade no Pará.

Familiares, amigos e colegas o descreveram como uma pessoa alegre, dedicada aos estudos e ligada à família.

Após a morte, estudantes participaram de uma missa e de uma vigília em homenagem ao jovem. A Unitau suspendeu as atividades do curso de Medicina e ofereceu acolhimento psicológico a estudantes e professores.

O sepultamento ocorreu nesta quinta-feira (1º), no Cemitério Memorial do Vale, em Jacareí. A investigação sobre a morte de Bruno continua sob responsabilidade da Polícia Civil.

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