TAUBATÉ

Sérgio havia descartado programa de anistia, mas mudou de ideia

Por Julio Codazzi | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/PMT
Em junho, prefeito afirmou à Câmara que decreto de março sobre 'a adoção de medidas de ajuste fiscal' impedia abertura de programa de anistia, mas mudou de ideia após receita ficar abaixo do esperado
Em junho, prefeito afirmou à Câmara que decreto de março sobre 'a adoção de medidas de ajuste fiscal' impedia abertura de programa de anistia, mas mudou de ideia após receita ficar abaixo do esperado

O envio à Câmara do projeto do novo programa de anistia de multas e juros de Taubaté marca, em um intervalo de três meses, uma mudança de postura do prefeito Sérgio Victor (Novo) sobre o tema.

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Em junho desse ano, em resposta a um requerimento do vereador Ariel Katz (PDT), o prefeito afirmou à Câmara que não seria aberto um programa com essa finalidade pois, devido ao decreto de março que dispôs sobre "a adoção de medidas de ajuste fiscal" no município, "encontra-se vedada a concessão de incentivos ou benefícios de natureza tributária enquanto perdurar a situação fiscal que fundamentou a adoção das medidas previstas no referido normativo".

Nessa terça-feira (22), no entanto, embora o decreto de março ainda esteja em vigor, o prefeito enviou à Câmara o projeto que prevê a abertura de novo programa de anistia de multas e juros para os contribuintes em dívida com o município.

Questionada pela reportagem nessa quarta-feira (23), a Prefeitura alegou que "a resposta encaminhada em junho considerava o cenário fiscal daquele momento", mas que "posteriormente foi identificada frustração de receita em relação à arrecadação prevista, o que reforçou a necessidade de adoção de medidas para recuperação de créditos já vencidos e inscritos em dívida ativa, como o programa temporário para estimular a regularização, com descontos limitados a multas e juros, buscando ampliar a arrecadação em prol do equilíbrio fiscal do município".

Entenda o programa de anistia que foi proposto

Pela proposta, que ainda depende de aprovação dos vereadores, o programa contemplaria os débitos vencidos até 31 de dezembro de 2025, com prazo de adesão até 18 de dezembro de 2026.
Pela redação do projeto, as dívidas poderiam ser pagas à vista ou de forma parcelada.

À vista

  • adesão nos primeiros 30 dias do programa: anistia de 100% de juros e multa
  • adesão do 31º ao 60º dia do programa: desconto de 90% de juros e multa
  • adesão a partir do 61º dia do programa: desconto de 80% de juros e multa

Parcelado

  • em 12 vezes: desconto de 70% de juros e multa
  • em 24 vezes: desconto de 60% de juros e multa
  • em 36 vezes: desconto de 40% de juros e multa

Programa aberto no ano passado permitiu arrecadar R$ 11 milhões

No projeto, a Prefeitura afirma que a dívida ativa do município (montante devido pelos contribuintes à administração) está em R$ 729 milhões. A proposta cita que, caso a adesão ao programa seja de 15%, seria possível receber R$ 100,3 milhões nos próximos três anos, com renúncia de receita de R$ 9,1 milhões.

O programa de anistia anterior ficou aberto entre 22 de outubro e 28 de novembro do ano passado, para dívidas contraídas até o dia 30 de setembro de 2025. Inicialmente, a estimativa era arrecadar R$ 7,44 milhões, mas os 4.336 acordos firmados somaram R$ 11,7 milhões.

Ao contrário do programa proposto esse ano, que permite quitar a dívida em até 36 parcelas, a versão do ano passado permitia o pagamento parcelado em até três vezes.

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