Nenhuma arma foi encontrada durante as buscas realizadas nesta segunda-feira (17) na Embraer, em São José dos Campos, após uma suspeita de que um funcionário estaria armado dentro do prédio F220, segundo informações do Sindicato dos Metalúrgicos. Trabalhadores foram evacuados, revistados e tiveram armários vistoriados durante a ocorrência.
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De acordo com o sindicato, um funcionário suspeito de envolvimento no episódio teria sido demitido após o caso. A informação, porém, ainda não foi confirmada oficialmente pela Embraer, que informou apenas estar colaborando com a investigação policial.
A ocorrência mobilizou a segurança da empresa e levou à evacuação do prédio F220. Segundo relatos de funcionários, a preocupação teria aumentado depois que um trabalhador entrou em um banheiro e permaneceu no local por um período considerado incomum. Diante da situação e de comentários de que ele poderia estar armado, a polícia foi acionada.
Os relatos também apontam que já circulavam anteriormente entre trabalhadores comentários de que o funcionário teria comparecido armado à empresa. A informação não foi confirmada pela polícia nem pela Embraer.
"Não acharam arma nenhuma dentro da fábrica", afirmou Hebert Claros da Silva, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região e funcionário da empresa há cerca de 18 anos.
Funcionários foram revistados
Após a evacuação do prédio, funcionários passaram por revistas, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos. As bolsas também teriam sido vistoriadas, e armários dos trabalhadores foram abertos e verificados durante os procedimentos de segurança.
Ainda conforme os trabalhadores, nenhuma arma foi localizada nas buscas realizadas nesta segunda-feira. Até o momento, não há confirmação oficial de que qualquer armamento tenha sido encontrado no prédio.
Também não há informação oficial de que tenha ocorrido ameaça direta contra outros funcionários. A identidade do trabalhador citado na suspeita não foi divulgada.
Funcionário teria sido demitido
O Sindicato dos Metalúrgicos informou ainda que o funcionário suspeito de envolvimento na ocorrência teria sido desligado pela Embraer após o episódio.
"Demitiram o trabalhador de manhã, suspeitaram que ele estava com arma, chamaram a polícia, arrombaram todos os armários... E como se não bastasse tudo isso, a Embraer agora, no final do turno, fez um 'corredor polonês' agora, aqui na saída do hangar da F-220, e fez cada funcionário abrir essa mochila e fosse revistado porque a Embraer acha que a arma estaria com outro funcionário", afirmou Hebert.
A empresa, no entanto, não confirmou a demissão. Procurada por OVALE, a fabricante limitou-se a informar que está colaborando com as autoridades responsáveis pela apuração do caso.
Embraer diz que operações seguem normalmente
Em nota enviada a OVALE, a Embraer afirmou que “está colaborando com a autoridade policial na apuração dessa ocorrência” e acrescentou que “as operações seguem normalmente nesse momento”.
A companhia não confirmou a existência de uma arma no local, não informou detalhes sobre o funcionário citado na denúncia e não comentou a informação sobre uma eventual demissão.
O caso continua sendo investigado pelas autoridades policiais.