Trabalhadores terceirizados da Revap (Refinaria Henrique Lage), em São José dos Campos, ligada à Petrobras, aprovaram estado de greve durante assembleia da campanha salarial. Eles cobram melhoria da proposta de aumento das empresas até a próxima terça-feira (19/05). Uma paralisação não está descartada.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
As empresas oferecem reposição da inflação de 4,11%, índice apurado nos últimos 12 meses. A proposta não foi aceita pelos trabalhadores, que reivindicam ganho real nos salários e manutenção das cláusulas sociais.
O Sintricom, sindicato que representa os trabalhadores da construção civil, pede reajuste de 10% nos salários e avanço nos demais benefícios previstos na campanha salarial.
A aprovação do estado de greve não representa paralisação imediata, mas coloca a categoria em alerta. Caso não haja nova proposta até a próxima terça-feira, os trabalhadores podem avançar para uma greve.
Diferença no reajuste
O principal impasse está na diferença entre a reposição inflacionária oferecida pelas empresas e a reivindicação de aumento real defendida pelo sindicato e pela categoria.
Outro ponto sem acordo é o convênio médico. Parte das empresas terceirizadas quer implantar coparticipação para os trabalhadores, mas a categoria rejeita essa alteração.
Os trabalhadores defendem que o plano de saúde permaneça sem coparticipação e com cobertura para titulares e dependentes. Para a categoria, a mudança elevaria os custos mensais e reduziria o alcance do benefício.
O que os trabalhadores pedem:
Reajuste salarial: 10%;
Proposta das empresas: 4,11%, referente à inflação dos últimos 12 meses;
Cláusulas sociais: manutenção dos direitos já previstos;
Convênio médico: sem coparticipação;
Dependentes: manutenção da cobertura no plano de saúde;
Prazo para nova proposta: terça-feira, 19 de maio.
Possível greve de terceirizados preocupa setor
A mobilização dos terceirizados da Revap ocorre em um ambiente de forte presença de empresas contratadas na refinaria e em serviços ligados à construção civil, manutenção e áreas industriais.
Em campanhas anteriores, a categoria já teve paralisações e negociações marcadas por pressão na portaria da Refinaria Henrique Lage. Desta vez, o prazo dado às empresas busca evitar uma greve e abrir caminho para nova rodada de conversa.
Procurada, a Petrobras ainda não se manifestou. O espaço segue aberto e será atualizado caso haja manifestação.