VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

VALE: Homem é preso por cortar cabelo e ferir mulher com estilete

Por Jesse Nascimento | Campos do Jordão
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Caso é investigado pela Polícia Civil de Campos do Jordão
Caso é investigado pela Polícia Civil de Campos do Jordão

Um caso de violência doméstica com estilete em Campos do Jordão terminou com prisão em flagrante na noite de quinta-feira (16), após uma mulher relatar à Polícia Civil que sofreu ferimento na coxa, teve parte do cabelo cortado e foi arrastada pelo chão durante uma discussão com o companheiro.

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O caso foi registrado na avenida Mateus da Costa Pinto, no bairro Santa Cruz. De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica e encontrou a vítima com lesões aparentes. Ela recebeu atendimento médico no pronto-socorro e depois seguiu para a delegacia.

No relato prestado à polícia, a jovem de 22 anos afirmou que a agressão começou após uma discussão motivada por mensagens encontradas no celular do companheiro, de 50 anos. Segundo o registro, o homem teria usado um estilete, provocado o ferimento, cortado parte do cabelo dela e a arrastado pelo chão. O suspeito negou as agressões e alegou que a mulher se feriu sozinha.

O boletim enquadra o caso como lesão corporal contra mulher por razões da condição do sexo feminino, além de violência doméstica. Ainda segundo o documento, a vítima disse que já havia sofrido agressões anteriores, embora sem registros formais nem medidas protetivas em vigor.

Esse ponto pesa no avanço da investigação porque reforça a suspeita de um histórico de violência dentro da relação. O registro também cita a presença de hematomas que, segundo a mulher, decorreram de agressões anteriores atribuídas ao companheiro.

A polícia considerou, em tese, que havia elementos suficientes para caracterizar a lesão corporal no contexto de violência doméstica. Por isso, o homem recebeu voz de prisão e foi apresentado à autoridade policial.

Após analisar o caso, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante do suspeito. O despacho menciona prova de materialidade e indícios suficientes de autoria, com manutenção do homem à disposição da Justiça.

O pedido de ratificação da prisão considerou o relato da vítima, as lesões aparentes e o risco à integridade física da mulher. O documento ainda registra que a vítima foi informada sobre os direitos previstos na Lei Maria da Penha e sobre a possibilidade de solicitar medidas protetivas de urgência.

O caso reforça a gravidade da violência doméstica em qualquer contexto, inclusive quando a agressão começa após discussões dentro de casa e evolui para ataques físicos com objeto cortante. A apuração agora segue com a Polícia Civil.

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