SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

VÍDEO: Greve na Urbam: funcionários prometem caminhada até o Paço

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Trabalhadores da Urbam em greve em São José dos Campos
Trabalhadores da Urbam em greve em São José dos Campos

A paralisação dos funcionários da Urbam, em São José dos Campos, chegou ao quinto dia nesta sexta-feira (17). O movimento, que começou com as equipes de limpeza urbana e coleta seletiva, agora conta com a adesão de parte dos atendentes da Central 156.

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Profissionais da limpeza pública e do atendimento prometem para sexta-feira (17), uma caminhada até o Paço Municipal.

Reivindicações

Os trabalhadores, representados pelo sindicato SEAAC (Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis de São José dos Campos e Região), buscam melhorias financeiras e na estrutura das atividades.

O sindicato criticou a posição da prefeitura, que definiu o movimento grevista como um "ato político" e estimou a adesão entre 500 e 300 colaboradores mobilizados. 

"É revoltante ver o descaso que a empresa tem com os funcionários e o prefeito falando tantas mentiras, dizendo que eles não devem nada. Limpamos a cidade recolhendo vidros, seringas, fezes, sujeiras dos moradores de rua, trocamos as lixeiras que tem fezes de animal e muitas vzs dos moradores de rua também, animais mortos muitas vezes tbm, exposição ao sol ou chuva, correndo risco de atropelamento, cachorros que já morderam alguns, moradores de rua que já agrediram também…", desabafou uma trabalhadora.

Denúncias

Após tais falas, representantes das equipes encaminharam denúncias a OVALE, destacando assédio moral, más condições das ferramentas de trabalho e falta de condições de manutenção de higiene e saúde. Os principais pontos abordados são:

  • Financeiro: Além da progressão salarial e fim da coparticipação no convênio médico, há uma forte cobrança pelo adicional de insalubridade. Os funcionários argumentam que a exposição é constante e perigosa, relatando o manuseio direto de animais mortos, seringas, restos hospitalares, vidros e dejetos humanos/sanitários (veja fotos). Ressaltam a periculosidade da rotina, que inclui riscos de atropelamento, mordidas de cães e agressões.
  • Saúde e segurança: Pedido de EPIs de qualidade, protetor solar e suporte à saúde mental para tratar casos de ansiedade e depressão gerados por suposta pressão da gestão e pela natureza das atividades.

  • Infraestrutura: Querem acesso digno a banheiros, água potável e locais de apoio estruturados durante as rotas. Segundo colaboradores, há dificuldades e proibições relacionadas ao uso de sanitários, especialmente por mulheres em período menstrual.

  • Gestão: Fim do assédio moral e adequação de tarefas para funcionários com restrições físicas.

  • O outro lado

    Os relatos dos trabalhadores estão em divergência com a posição oficial da empresa. Consultada por OVALE, a Urbam refutou  as acusações de precariedade. 

    A empresa afirma que paga o adicional de insalubridade conforme a legislação para as atividades previstas e que garante todo o suporte de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), hidratação e pontos de apoio. Alega que qualquer falta de material ou conduta de assédio é tratada como desvio operacional e apurada internamente. 

    Ressalta que mantém canais permanentes de diálogo institucional e segue aberta ao recebimento de manifestações formais, com o objetivo de aprimorar continuamente suas práticas operacionais, garantindo a adequada prestação dos serviços públicos e o respeito aos seus colaboradores.

    A urbam ainda reitera “que não compactua com situações incompatíveis com a dignidade humana, motivo pelo qual eventuais relatos específicos devem ser formalizados para imediata apuração e adoção das medidas cabíveis.”

    Impacto nos serviços

    Sindicato e empresa afirmam que os serviços urbanos não estão sendo prejudicados e que cumprem a cota de 70% do efetivo em funcionamento conforme determinação judicial. A urbanizadora adotou uma prática de contingência para que a população não seja afetada diretamente pela greve.

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