TRANSPORTE COLETIVO

Contratos de ônibus têm aval para prorrogação por até 2 anos

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMC
Vereadores aprovam em definitivo extensão dos contratos de ônibus por até dois anos durante transição do sistema.
Vereadores aprovam em definitivo extensão dos contratos de ônibus por até dois anos durante transição do sistema.

A Câmara Municipal de Campinas aprovou na noite desta quarta-feira (15), em segunda e definitiva votação, o projeto que autoriza a prorrogação dos contratos do transporte público coletivo na cidade.

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Com a decisão, fica autorizada a extensão dos contratos atuais por até dois anos, prazo reduzido em relação à proposta original, que previa até três anos.

A medida é tratada pelo Executivo como excepcional e tem como objetivo garantir a continuidade do serviço enquanto o novo modelo de concessão não entra em operação.

Regra mantém modelo atual

O texto aprovado não altera as condições vigentes da operação. Permanecem as mesmas exigências de frota, itinerários e padrões de serviço, já estabelecidos nos contratos atuais.

Além disso, a proposta inclui uma cláusula de encerramento automático, que determina o fim da prorrogação assim que as novas empresas assumirem o sistema.

Transição em curso

A prorrogação está diretamente ligada à implantação do novo modelo de transporte, definido em leilão realizado em março. Segundo a Emdec, esse processo pode levar entre 11 e 14 meses, considerando etapas técnicas, jurídicas e operacionais.

Entre elas estão a análise de documentos, criação das operadoras, assinatura de contratos e estruturação da operação, com frota e sistemas.

Novo sistema já definido

O modelo aprovado divide a operação em dois lotes. O Consórcio Grande Campinas ficará responsável pelas regiões Norte e Noroeste, enquanto a Sancetur assumirá áreas como Sul e Leste.

Mesmo com a prorrogação, o cronograma da nova concessão segue mantido.

Debate segue no campo político

A votação encerra a tramitação legislativa do projeto, mas não o debate. Durante a discussão, vereadores chegaram a apresentar propostas com prazos menores, como um ano ou seis meses, mas as alternativas não avançaram.

A aprovação ocorre em meio à pressão para evitar qualquer risco de interrupção no transporte público, serviço que atende milhares de passageiros diariamente na cidade.

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