Uma mulher de 52 anos afirma ter sido forçada pelo ex-companheiro a tatuar o nome dele cerca de 250 vezes pelo rosto e pelo corpo. O caso, que veio a público recentemente, expõe um cenário extremo de violência, controle e possível abuso psicológico durante o relacionamento.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
Os fatos teriam ocorrido na Europa, envolvendo uma cidadã da Holanda. Segundo o relato da vítima, identificada como Joke, o relacionamento durou entre 2020 e 2021, período em que ela era submetida a sessões prolongadas de tatuagem feitas com equipamentos de baixo custo.
Ainda de acordo com a mulher, o agressor incluía expressões como “propriedade de” nas tatuagens, o que, para ela, reforçava um padrão de dominação e controle. O homem, por sua vez, nega as acusações e sustenta que todos os procedimentos foram realizados com consentimento.
O caso evidencia a dificuldade de comprovação jurídica em situações que envolvem coerção, dependência emocional e possível uso de substâncias, fatores que podem comprometer a capacidade de decisão da vítima.
Apesar da gravidade das denúncias, não houve avanços nas investigações até o momento. Atualmente, Joke enfrenta um processo longo, doloroso e custoso para remover as tatuagens, contando com o apoio de uma organização que já arrecadou recursos para o tratamento.
O episódio reacende o debate sobre formas de violência simbólica e controle sobre o corpo feminino, muitas vezes negligenciadas ou de difícil enquadramento nos sistemas de justiça.