A Prefeitura de Taubaté informou nesta quinta-feira (2) que novos exames realizados pelas autoridades de saúde descartaram febre amarela como causa da morte do adolescente Lucas Matheus, de 12 anos, ocorrida no dia 4 de março.
O caso havia sido inicialmente confirmado como a primeira morte pela doença na cidade.
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De acordo com o município, a reavaliação foi conduzida por instâncias estaduais e federais após solicitação da Vigilância Epidemiológica municipal.
A análise técnica final, feita pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo em conjunto com o Ministério da Saúde, concluiu que o óbito ocorreu por choque séptico, possivelmente de origem pulmonar.
Novo laudo descarta febre amarela
A informação revisa o diagnóstico anterior, que havia apontado febre amarela com base em exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz e confirmados pelo GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica) de Taubaté no fim de março.
Segundo a Prefeitura, a causa registrada na declaração de óbito já indicava choque séptico, inicialmente associado à Covid-19, hipótese considerada após familiares do adolescente também apresentarem diagnóstico positivo para a doença no mesmo período.
Após a confirmação inicial de febre amarela, a Prefeitura realizou ações de prevenção, como intensificação da vacinação e busca ativa por pessoas não imunizadas nos bairros Residencial Bardan e Ana Rosa, além de visitas domiciliares e campanhas de orientação.
As medidas foram mantidas durante todo o período de investigação, em articulação com órgãos estaduais e federais de saúde.
Caso gerou comoção
A morte de Lucas Matheus teve grande repercussão na cidade e na região. À época, a mãe do adolescente usou as redes sociais para relatar o sofrimento do filho e cobrar esclarecimentos sobre o atendimento médico inicial.
Ela também questionou a demora na divulgação de informações sobre o caso e alertou a população sobre os sintomas da doença, que podem ser semelhantes aos da dengue.
“Perdi meu filho. Deus o levou”, escreveu a mãe em mensagem enviada a amigos após a morte do menino.
Cobertura vacinal segue baixa
Durante a investigação, a Prefeitura alertou que a cobertura vacinal contra febre amarela em Taubaté está abaixo do recomendado.
Segundo dados atualizados, o índice é de 34,35%, com pouco mais de 90 mil doses aplicadas (bem abaixo dos 95% considerados ideais pelas autoridades de saúde).
A Secretaria de Saúde reforça a orientação para que a população procure as unidades básicas para atualização da caderneta de vacinação, destacando que a imunização continua sendo a principal forma de prevenção contra a doença.
Histórico na região
Em 2025, o Vale do Paraíba registrou 28 notificações de febre amarela, com duas mortes confirmadas, nos municípios de Caçapava e Santo Antônio do Pinhal. Dados consolidados de 2026 ainda não foram divulgados.
Ao final da nota, a Prefeitura de Taubaté manifestou solidariedade aos familiares de Lucas Matheus.