CRIME PASSIONAL

Veja o que já se sabe do policial que matou namorado da ex em SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Wagner Eduardo Prado, 43 anos, foi morto a tiros pelo policial aposentado
Wagner Eduardo Prado, 43 anos, foi morto a tiros pelo policial aposentado

O investigador aposentado Zueber Pasqualino Grieco, 67 anos, matou a tiros o namorado da ex-mulher em um apartamento na região oeste de São José dos Campos, na manhã desta segunda-feira (26), crime que chocou a cidade.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

O caso aconteceu em um condomínio no Parque Residencial Aquarius e foi registrado como homicídio consumado. A vítima foi identificada como Wagner Eduardo dos Santos Prado, de 43 anos. O flagrante foi formalizado após o crime ocorrido na Rua das Pescadas.

Leia mais: Policial soube de namoro da ex horas antes de matar homem em SJC

Crime passional

A Polícia Civil apura o caso como homicídio de motivação passional, com base nas versões apresentadas em depoimentos colhidos após o crime. Foram ouvidos pela polícia a ex-mulher e o filho do policial aposentado.

A ex-mulher do investigador relatou que ele já havia feito ameaças contra ela. “Se eu arrumasse outra pessoa, ele me mataria”, disse ela em depoimento à Polícia Civil.

Segundo ela, que tem 47 anos, a referida ameaça teria ocorrido em uma discussão no dia 22 ou 23 de dezembro, quando o ex teria afirmado que, caso ela estivesse com outro homem, ele a mataria. Ela contou que, àquela altura, já havia saído de casa e estava morando com a mãe, pois ele se recusava a deixar a residência.

No depoimento, ela declarou que chegou a dizer que, se ele continuasse a ameaçá-la, pediria medida protetiva e faria boletim de ocorrência. Segundo a versão apresentada, ele respondeu que ela “poderia fazer” e depois disse que não teria coragem de fazer nada, “mas” que a ameaçou.

A mulher afirmou ainda que, em outro momento, o ex a chamou para conversar e disse que, durante a noite, pegou a arma por duas vezes para tentar tirar a própria vida, mas desistiu por causa dos filhos.

Discussão

A mulher disse que o ex não conhecia o homem que estava com ela e teria tido o primeiro contato nesta segunda, dia do homicídio. Ela afirmou que enviou uma mensagem pedindo para o ex parar de ligar, dizendo que estava com outra pessoa e que ele só entrasse em contato em caso de urgência envolvendo os filhos e o espaço de festa, um negócio que o ex-casal tem em comum.

Ainda conforme o depoimento dela, por volta das 6h, o ex ligou, o homem atendeu e os dois discutiram ao telefone. Depois, por volta das 8h, o investigador aposentado teria invadido o quarto e os encontrado na cama. A mulher disse que ela e o homem estavam dormindo, e relatou que o ex agrediu o homem. Na sequência, eles discutiram e “ele acabou atirando”.

O policial aposentado pediu para que a Polícia Militar fosse comunicada do crime e aguardou no local, sendo preso em flagrante.

Filho do atirador

Em oitiva gravada, o filho do investigador aposentado relatou ter ouvido uma discussão durante a madrugada entre a mãe e o homem que estava com ela no quarto.

Segundo o depoimento, por volta das 8h, o pai apareceu no apartamento e pediu para chamar a mãe. Quando ela abriu a porta, houve discussão e o homem teria avançado contra o pai.

Ainda de acordo com o filho, o pai sacou uma arma e, na sequência, o homem teria tentado tomar o armamento, segurando o braço do atirador. Nesse momento, conforme a versão apresentada, ocorreu o disparo. O depoente afirmou que, após o tiro, o pai pediu para que ele ligasse para o 190 da Polícia Militar e relatou que houve luta corporal.

O filho confirmou que o pai não sabia que a ex-mulher estava namorando até a manhã desta segunda. O jovem de 20 anos disse que, desde cerca de 3h desta segunda, teria ouvido o homem discutir e gritar com a mãe dentro do quarto, enquanto ela chorava.

Ele disse que a situação seguiu durante a madrugada, com momentos de aparente “normalidade”, até que houve uma mensagem enviada ao pai envolvendo assuntos dos filhos e do “espaço de festas” (negócio do ex-casal).

O depoente afirmou que acredita que a mensagem não teria sido enviada pela mãe, mas sim pelo homem usando o celular dela, porque, segundo ele, o rapaz estava agressivo e ameaçando sair o tempo todo.

Pai no apartamento

Segundo o jovem, após a mensagem, o pai teria ligado para a mãe e o homem atendeu ao telefone, passando a xingar e tratar o pai de forma “grossa”. Depois, ele relata que houve um período de silêncio e, cerca de meia hora a uma hora depois, o pai apareceu no apartamento e pediu para ele chamar a mãe.

Conforme o depoimento, quando a mãe abriu a porta, ela tentou empurrar o pai, que entrou no quarto e disse que queria conversar. O homem, segundo o depoente, levantou “querendo ir para cima” do pai. Ele disse que o pai sacou uma arma e que o homem tentou avançar novamente, chegando a segurar o braço do pai na tentativa de pegar o armamento, momento em que ocorreu o disparo.

Após isso, o jovem afirmou que o pai pediu para ele ligar para o 190 e relatou que houve luta corporal.

O caso segue em investigação e o policial aposentado que foi preso deve passar por audiência de custódia para saber se continuará detido durante o inquérito.

Comentários

Comentários