CONFLITO

Com mãe e avó nascidas em Guaratinguetá, jovem de 18 anos está desaparecida em Israel

Por Da redação com informações de G1 e TV Globo | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução / Acervo Pessoal
Celeste Fishbein (de óculos) ao lado da mãe e da avó brasileiras, nascidas em Guará
Celeste Fishbein (de óculos) ao lado da mãe e da avó brasileiras, nascidas em Guará

Filha de uma família de judeus brasileiros que vive em Israel e com mãe e avó nascidas em Guaratinguetá, uma jovem de 18 anos é uma das centenas de desaparecidos no conflito atual entre israelenses e palestinos, iniciado após o ataque do grupo extremista Hamas deste sábado (7). A informação é do G1 SP e da TV Globo.

Celeste Fishbein era babá e trabalhava em um kibutz – pequena comunidade rural – perto da Faixa de Gaza. Ela deixou de dar notícias desde a manhã de sábado (7) e estava com o namorado.

A família acredita que Celeste pode ter sido capturada por extremistas junto com o companheiro e ter sido levada como refém para uma área de controle palestino na região, como tem acontecido com outros adolescentes.

Nascidas em Guaratinguetá, a mãe e a avó da jovem também viviam num outro kibutz na região de Gaza, depois de terem saído do Bom Retiro, em São Paulo, rumo ao Estado de Israel.

Segundo a reportagem, a família Fishbein perdeu contato com Celeste depois do início dos ataques terroristas, que obrigaram todos os moradores das comunidades rurais a se abrigarem dentro de bunkers de proteção, espécie de abrigo antibombas.

Mario Ricardo Fishbein, 67 anos, que é tio de Celeste e trabalha como guia turístico em Israel, contou que a mãe dele e a irmã viveram momentos de terror nas últimas horas.

“Depois do início dos ataques, por volta das 6h30 da manhã de sábado, minha mãe de 94 anos e minha irmã se abrigaram num bunker sem luz, sem comida e sem condições mínimas de conforto. A todo o momento os terroristas forçavam as portas para entrar. Foram mais de 20 horas de medo e terror”, disse ele ao G1.

“Elas foram resgatadas pelo exército israelense e agora estão seguras, na casa de nossos familiares. Mas a Celeste ficou com o namorado em Gaza. Eles deixaram de responder as mensagem de celular ontem às 11 horas. E ninguém tem mais notícias.”

E completou o tio: “Nós que vivemos em Israel estamos acostumados com conflitos. Mas esse ataque deixou todo mundo chocado. São mais de 600 mortos já e os relatos que chegam das ações terroristas são muito assustadores”.

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