PF arquiva pedido sobre suspeita de interferência estrangeira
A Polícia Federal arquivou um pedido da AGU (Advocacia-Geral da União) para investigar suspeita de interferência estrangeira nas eleições de 2026.
O órgão chegou a enviar o pedido para análise preliminar da Diretoria de Inteligência, mas não foram encontrados elementos para que houvesse um pedido de instauração de um inquérito.
No domingo (4), o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, havia confirmado a abertura de um procedimento preliminar de investigação para analisar a solicitação da AGU.
"Já é uma investigação em andamento, mas ainda não foi instaurada a portaria do inquérito policial. Há um procedimento prévio que fazemos que é natural em todos os processos", disse o diretor-geral da PF em visita ao CICCN (Centro Integrado de Comando e Controle Nacional).
Naquele dia, uma ala de ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) avaliou o episódio como um "exagero" e uma tentativa de enfraquecer a gestão de Kassio Nunes Marques no órgão.
O próprio presidente do TSE também disse no domingo que não há nenhum indicativo de interferência estrangeira no processo eleitoral.
"Os nossos relatórios não apontam nenhum risco internacional ou do crime organizado", declarou o presidente da corte eleitoral a jornalistas.
Segundo o diretor da PF, a análise do setor de inteligência não tinha relação com um inquérito instaurado pela PF após o recebimento de informações dos Estados Unidos sobre possíveis riscos a instalações diplomáticas americanas no Brasil.
Na sexta-feira (2), a corporação cumpriu dois mandados de busca e apreensão, um em São Paulo e outro no entorno do Distrito Federal, para investigar um suposto planejamento de atos que poderiam colocar em risco instalações diplomáticas dos Estados Unidos.
Andrei disse domingo que não há confirmação de algum elemento concreto que aponte algum risco efetivo contra qualquer embaixada. A investigação continuará com a análise dos materiais apreendidos.