BRASIL NA MIRA

Calor do El Niño deve matar mais no Sul Global

Por | da Rede Sampi
| Tempo de leitura: 1 min
Reprodução/ Fernando Frazão/Agência Brasil
A projeção considera o período de setembro de 2026 a fevereiro de 2027, quando o fenômeno climático deve atingir sua intensidade máxima.
A projeção considera o período de setembro de 2026 a fevereiro de 2027, quando o fenômeno climático deve atingir sua intensidade máxima.

Quase metade das 451 mil mortes projetadas para o atual El Niño está concentrada em 50 países, principalmente do chamado Sul Global. O Brasil aparece entre os cinco países com maior número de mortes estimadas, com 13,3 mil entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027, segundo estudo do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago.

Leia também: Chuvas deixam quatro mortos e mais de 3.000 pessoas fora de casa

Dos 50 países que concentram 49% das mortes projetadas, 130,2 mil estão na África, 62,2 mil na Ásia e 24,2 mil na América Latina. O estudo estima 31,4 mil mortes na Nigéria, 19,3 mil na Indonésia, 17,5 mil no Sudão, 15,8 mil na Índia e 13,3 mil no Brasil.

Entre países desenvolvidos, Estados Unidos e Itália aparecem entre os locais com maior número de mortes previstas, com 3,5 mil e 780, respectivamente. Juntos, os dois representam menos de 2% do total estimado.

A projeção considera o excesso de mortes associado às temperaturas, comparado à média entre 1996 e 2025. Os pesquisadores cruzaram dados de clima, vulnerabilidade e capacidade de adaptação de 24.378 regiões.

El Niño ganha força

Dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicam que o El Niño está estabelecido e deve se intensificar nos próximos meses. A entidade estima probabilidade próxima de 100% de permanência do fenômeno até fevereiro de 2027 e prevê temperaturas acima da média em quase todas as áreas terrestres entre setembro e novembro deste ano. 

Segundo a OMM, o fenômeno aumenta os riscos de calor extremo, secas e chuvas intensas e exige medidas de preparação e sistemas de alerta para reduzir impactos sobre populações vulneráveis.

Com informações da Folhapress.

Comentários

Comentários