CASA BRANCA

Grupos de TV suspendem cobertura após Trump banir jornalistas

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/Donald J. Trump/Facebook
Três empresas de comunicação entraram com ação contra Trump e integrantes do governo, alegando violação da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.
Três empresas de comunicação entraram com ação contra Trump e integrantes do governo, alegando violação da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos.

O grupo de emissoras que se revezam na cobertura televisiva da Casa Branca suspendeu nesta segunda-feira (21) a transmissão de eventos do presidente Donald Trump que dependem do sistema "de pool de imprensa": cobertura conjunta de atos e pronunciamentos do governo Trump na Casa Branca. O grupo tomou a decisão em reação à Casa Branca ter retirado a CNN da escala de cobertura atribuída à emissora. 

A CNN estava escalada para fazer a cobertura televisiva de Trump nesta semana, incluindo a viagem do presidente a Nova York e seu discurso na Assembleia-Geral da ONU. Segundo Bryan Boughton, chefe da sucursal de Washington da Fox News e presidente interino do consórcio, não haverá outra emissora para substituir a CNN.

O sistema de pool existe há décadas para dividir entre os veículos os custos e a responsabilidade pela cobertura presidencial. Como o espaço no Air Force One e em eventos do presidente é limitado, uma equipe reduzida acompanha o chefe de governo e fornece imagens, áudio e informações às demais emissoras.

ABC, CBS, CNN, Fox e NBC se revezam na cobertura presidencial. A emissora escalada como principal responsável também fornece o sinal de televisão e áudio utilizado pelos outros quatro canais.

A CNN foi retirada da escala quando Trump anunciou o banimento da emissora, da MS NOW e do Politico da Casa Branca. Jornalistas dos três veículos foram impedidos de entrar no local no sábado (19) e tiveram suas credenciais recolhidas. Nesta segunda, as três empresas de comunicação entraram com ação contra Trump e integrantes do governo, alegando violação da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. 

Em declaração conjunta, as cinco emissoras que participam do pool televisivo afirmaram que o público tem interesse em receber informações independentes sobre o governo e que nenhuma administração deve restringir um veículo por discordar de sua cobertura.

Em publicação na rede Truth Social, Trump negou promover ataque à imprensa livre e afirmou que sua ação é contra o que chamou de “fake news”. Ele não apresentou exemplos para sustentar a acusação.

A CNN continua responsável, separadamente, pela cobertura do secretário de Estado Marco Rubio nesta semana. O pool de integrantes do gabinete e de outras áreas do governo americano funciona diferentemente do grupo dedicado exclusivamente ao presidente.

Com informações do MS Now

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