ACUSADO DE ABUSO

Latino nega acusação do filho e publica carta aberta

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/redes sociais
O jovem fez acusações contra o cantor envolvendo supostas relações com mulheres menores de idade.
O jovem fez acusações contra o cantor envolvendo supostas relações com mulheres menores de idade.

Latino se pronunciou sobre as acusações feitas pelo filho adotivo, Guilherme, e negou ter cometido abuso contra menores de idade. Em carta aberta publicada na noite de sexta-feira (18), o cantor afirmou que as declarações do filho foram dolorosas e disse manter aberta a possibilidade de reconciliação.

Latino disse que optou por escrever em vez de gravar vídeo porque passou recentemente por cirurgia capilar e ainda está com o rosto inchado durante a recuperação.

Guilherme publicou um relato nas redes sociais após afirmar que enfrenta problemas relacionados ao alcoolismo e teve recaída. Segundo ele, Latino acionou a polícia e impediu sua entrada em casa. O jovem também fez acusações contra o cantor envolvendo supostas relações com mulheres menores de idade.

Latino negou as acusações e afirmou que seus advogados avaliam medidas judiciais, apesar da dificuldade de tomar uma decisão contra o próprio filho.

O cantor contou que conheceu Guilherme quando ele já tinha 20 anos e afirmou que, desde então, tentou se aproximar, ofereceu apoio, abriu a própria casa para o filho e estabeleceu limites quando considerou necessário.

Leia a carta na íntegra

“PRONUNCIAMENTO
(para o meu filho)

Quem caminha comigo há tantos anos sabe que nunca me escondi de nada, e se hoje escrevo em vez de aparecer é por um motivo simples, passei por uma cirurgia capilar há poucos dias e ainda estou com o rosto inchado da recuperação, não tenho condições de encarar uma câmera, e um assunto dessa seriedade não merece gravação apressada, mas cada palavra aqui é minha, escrita com a mão tremendo e os olhos cheios.

O que meu filho publicou é mentira, e digo isso com a serenidade de quem pode dormir em paz, jamais toquei numa criança, e ver essa acusação sair justamente da boca de quem tem o meu sangue, sem uma única prova, arrastando menores de idade e o nome de outras mulheres para dentro de uma briga doméstica, foi a coisa mais cruel que alguém já fez contra mim em toda a minha vida, ele sabia exatamente onde ferir, escolheu a palavra que não se apaga, e a jogou sobre o pai, como quem joga fogo numa casa onde ainda mora gente.

Meus advogados me disseram que a Justiça está a um passo e que o desfecho seria rápido, mas toda vez que penso nisso enxergo o Guilherme sentado do outro lado da mesa, e a mão trava, não por fraqueza, e sim porque homem de bem não processa o próprio filho, ele suporta, engole o orgulho e aguarda o retorno, mesmo que isso leve o resto da vida.

Cheguei tarde na vida desse menino, ele já tinha vinte anos quando nos encontramos, e desde aquele dia tentei compensar cada ano que as circunstâncias nos roubaram, abri minha casa, dividi meu nome, segurei quando ele caiu, levantei quando ele não conseguia, e impus limites quando isso era a única forma de cuidado que restava, talvez ele ainda não consiga enxergar que o não de um pai também é amor, essa lição a gente só aprende do outro lado.

O que recebi em troca foi um vídeo, e nele a palavra mais pesada que existe pendurada no meu nome pelas mãos de quem eu mais protegi, e confesso que dói de um jeito que palco, vaia ou manchete jamais me fizeram sentir em quase quarenta anos de carreira, porque crítica se responde, mas punhalada de filho a gente carrega para sempre, e a minha entrou fundo, no lugar onde guardo o que tenho de mais sagrado.

Sei que ele atravessa um período difícil e me recuso a usar essa fragilidade contra ele, mas tenho uma certeza, no dia em que segurar um filho no colo e sentir o peso de ser responsável por uma vida inteira, ele vai entender o mal que me fez, vai se lembrar deste vídeo e vai sentir o que eu sinto hoje, e quando esse momento chegar eu vou estar esperando, de braços abertos, porque decepção passa e sangue é para sempre.

A todo pai e a toda mãe que leem isto, peço que respeitem uma família ferida e não me condenem por um desabafo gravado num celular, vocês sabem melhor do que ninguém que nada dói mais do que ser ferido por quem a gente daria a própria vida para proteger, minha porta segue aberta, minha mesa terá sempre um lugar para ele, e o que ainda tenho a dizer ao Guilherme ele vai ouvir de mim, olho no olho, em particular, longe de qualquer plateia, porque no final o que eu quero não é ter razão, é ter meu filho de volta.”

Com informações do Metrópoles.

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