A Polícia Federal identificou um esquema de fragmentação de recursos de emendas parlamentares entre empresas para dificultar o rastreamento do dinheiro destinado a entidades ligadas ao filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, informou o G1.
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Segundo a decisão que autorizou a operação, os valores indicados pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) circulavam em um “circuito fechado” entre empresas e organizações investigadas. A PF aponta que a movimentação tinha como objetivo ocultar a origem e o destino das verbas públicas.
A produtora Karina Gama e duas entidades ligadas a ela, o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC), são alvos de buscas. Frias também é investigado. A empresa Go Up, responsável pela produção do filme, não está entre os alvos dos mandados.
Para a PF, os contratos indicam atuação coordenada entre entidades formalmente diferentes, mas ligadas por interesses comuns e por fluxos financeiros sem justificativa comercial consistente. A corporação classifica os envolvidos como uma possível organização criminosa.
A operação não tem mandados de prisão. O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A TV Globo procurou Mario Frias e a defesa de Karina Gama, mas não recebeu resposta até a publicação.