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Servidores do CS San Diego paralisam contra assédio moral

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Google
Servidores cruzam os braços nesta terça-feira para denunciar assédio moral, perseguições e abusos; sindicato levou relatos ao Ministério Público.
Servidores cruzam os braços nesta terça-feira para denunciar assédio moral, perseguições e abusos; sindicato levou relatos ao Ministério Público.

Os servidores do Centro de Saúde San Diego, em Campinas, vão paralisar os serviços nesta terça-feira (8) em protesto contra denúncias de suposto assédio moral, perseguições e abusos no ambiente de trabalho. A mobilização terá participação do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Campinas (STMC).

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Segundo o sindicato, a paralisação é uma reação a relatos de violência psicológica, humilhações, intolerância, abuso de autoridade e perseguições dentro da unidade. O STMC afirma que já havia encaminhado, em 26 de junho, um ofício ao prefeito e à Secretaria Municipal de Saúde pedindo apuração administrativa e medidas de prevenção.

O sindicato também apresentou uma representação ao Ministério Público, na qual pede investigação sobre as denúncias e sobre possíveis falhas na política municipal de prevenção e enfrentamento ao assédio moral no serviço público.

Denúncias envolvem outras duas unidades

A representação encaminhada ao Ministério Público não trata apenas do CS San Diego. O documento reúne também relatos relacionados ao Centro de Saúde Vila Rica e ao CAPS AD Sudoeste.

Para o STMC, a existência de denúncias em unidades diferentes indica a necessidade de uma apuração mais ampla sobre a eficácia das políticas municipais de prevenção ao assédio moral. Campinas possui legislação específica sobre o tema desde 2002 e conta com um Comitê Permanente de Orientação e Prevenção ao Assédio Moral.

O sindicato questiona se os mecanismos existentes estão conseguindo receber denúncias, proteger os trabalhadores, investigar os casos e interromper eventuais práticas abusivas.

Sindicato cobra protocolo contra assédio

Entre as medidas defendidas pelo STMC estão a criação de um protocolo específico para casos de assédio moral, um canal protegido para denúncias, regras contra retaliações, investigação independente e capacitação obrigatória de gestores.

A entidade também reivindica avaliações periódicas dos riscos psicossociais e um plano próprio de prevenção ao assédio moral dentro da Secretaria Municipal de Saúde.

O sindicato afirma que a paralisação desta terça-feira busca pressionar a Prefeitura por respostas e por medidas que garantam um ambiente de trabalho seguro e respeitoso.

Saúde apura denúncia em Centro de Saúde

A Secretaria de Saúde de Campinas informa que instaurou sindicância para apurar os fatos relatados envolvendo o referido Centro de Saúde. O procedimento tem como objetivo esclarecer as circunstâncias e garantir a adequada apuração das informações apresentadas, com respeito a todas as partes envolvidas.

A Secretaria também mantém diálogo com os trabalhadores e com a representação sindical para ouvir as demandas apresentadas e prestar os esclarecimentos necessários sobre as providências adotadas.

A Pasta reforça que eventuais conclusões ou medidas serão tomadas a partir da apuração dos fatos, respeitando os procedimentos administrativos e assegurando tratamento responsável e imparcial a todos os envolvidos.

A Secretaria de Saúde acompanha a situação para garantir a continuidade e a qualidade da assistência prestada à população.

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