O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou neste domingo (6) para análise do plenário da Corte o relatório da Polícia Federal que reúne mensagens e contatos entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão sobre os próximos passos cabe ao presidente do STF, Edson Fachin.
Fachin aguarda as manifestações de Mendonça, Moraes, do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O prazo termina na sexta-feira (11).
Entre as opções está levar o caso ao plenário, em sessão pública ou fechada. Nesse cenário, os ministros analisam se abrem uma investigação ou arquivam o relatório. Fachin também pode decidir individualmente sobre a abertura ou o arquivamento.
A tendência indicada na reportagem é de que Fachin prefira uma sessão pública, mas o formato ainda depende de consulta aos demais ministros. Segundo o blog do jornalista Valdo Cruz, o presidente do STF sinalizou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a intenção de levar ao plenário os desdobramentos da crise entre Moraes e Mendonça.
A PGR se manifestou pela nulidade da investigação conduzida por Mendonça. O órgão argumentou que o ministro não deveria ter determinado a apuração sobre o destinatário das mensagens de Vorcaro sem solicitação do Ministério Público ou da PF e afirmou que cabe ao plenário decidir sobre eventual investigação envolvendo Moraes.
Mendonça, por sua vez, defendeu que os elementos sejam analisados pelo colegiado do STF.
Fachin havia pedido explicações sobre a atuação da PF, o uso de credenciais institucionais para acessar documentos particulares, a divulgação de informações sob sigilo judicial, a identificação de pessoas citadas nas investigações do caso Master e o controle externo da atividade policial.
A decisão ocorreu após Mendonça retirar, na terça-feira (1º), o sigilo do relatório da PF sobre as mensagens entre Vorcaro e Moraes.
Com informações do g1.