Dois jovens que haviam sido presos sob suspeita de envolvimento em uma denúncia de violência sexual contra uma adolescente de 16 anos foram liberados nesta sexta-feira (7), após serem apresentados à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Araçatuba.
A decisão ocorreu depois que a autoridade policial de plantão analisou as informações apresentadas durante a ocorrência e avaliou que, naquele momento, não havia elementos suficientes para manter os suspeitos presos.
A investigação, no entanto, não foi encerrada. Os aparelhos celulares dos dois jovens foram apreendidos e deverão passar por análise da Polícia Civil. O conteúdo dos dispositivos poderá ajudar a esclarecer a dinâmica dos fatos e verificar as versões apresentadas.
A denúncia veio à tona depois que a adolescente procurou atendimento na Santa Casa de Valparaíso. Conforme o relato registrado no atendimento policial, ela teria participado de uma festa realizada em uma residência na Rua da Independência e afirmou ter sido submetida a uma relação sexual sem consentimento.
Após a comunicação do caso, a Polícia Militar iniciou buscas pelos possíveis envolvidos. Um dos jovens foi localizado em sua própria residência. Aos policiais, confirmou que havia participado da festa, mas optou por não prestar esclarecimentos naquele momento. Ele foi detido e levado para a delegacia.
O segundo suspeito foi encontrado posteriormente em uma casa no município de Bento de Abreu. Durante a abordagem, os policiais localizaram um telefone celular, que acabou sendo apreendido. O jovem também foi conduzido para a DDM de Araçatuba.
Na unidade policial, os dois permaneceram à disposição da autoridade de plantão até a análise da ocorrência. Após a avaliação inicial, foi determinada a liberação de ambos.
Enquanto isso, a adolescente recebeu atendimento médico e, depois de ser liberada pela Santa Casa, foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML), onde deverá passar por exame pericial. Ela também recebeu orientações sobre os serviços de apoio disponíveis, incluindo a Cabine Lilás e a Patrulha Maria da Penha.
Por se tratar de uma adolescente, o Conselho Tutelar também foi acionado pela unidade hospitalar. A Polícia Civil deverá instaurar inquérito para aprofundar a apuração. A análise dos celulares, os exames periciais e outros elementos que possam ser reunidos durante a investigação serão fundamentais para esclarecer o que efetivamente aconteceu naquela noite.