As rodovias que cortam Jundiaí registraram 699 acidentes entre janeiro e julho de 2026, segundo dados das três concessionárias responsáveis pelos principais trechos da região. O levantamento reúne ocorrências nas rodovias Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, Anhanguera, Bandeirantes, SP-300, SP-360 e SP-063 e mostra redução em parte dos indicadores na comparação com 2025. Mesmo assim, acidentes graves e mortes continuam fazendo parte da rotina de quem circula pelas vias.
Na Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, que passa por Jundiaí e é administrada pela Via Colinas, foram registrados 79 acidentes nos primeiros sete meses do ano, contra 96 no mesmo período de 2025, uma redução de 17,7%. O número de vítimas também caiu. Foram 52 vítimas leves, ante 70 no ano passado, duas vítimas graves contra quatro em 2025 e uma morte, contra duas no mesmo período anterior.
Nas rodovias Anhanguera e Bandeirantes, administradas pela Motiva AutoBAn, foram contabilizados 524 acidentes entre janeiro e julho de 2026, contra 548 no mesmo período do ano passado, uma queda de 4,4%.
Já no trecho administrado pela Rota das Bandeiras, que inclui a SP-360 (João Cereser e Engenheiro Constâncio Cintra) e a SP-063 (Romildo Prado), o principal destaque foi a redução das fatalidades. As duas rodovias registraram queda de 50% nas mortes. Entre janeiro e julho de 2025, foram quatro ocorrências fatais. Neste ano, foram dois casos, sendo um em cada rodovia.
Uma distração pode ser fatal
Mesmo com a melhora nos indicadores, acidentes graves continuam acontecendo nas rodovias da região. O caso mais recente ocorreu na Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, em Cabreúva, no sentido Jundiaí, quando uma carreta carregada com cerveja, um carro e uma motocicleta se envolveram em uma colisão. O acidente deixou uma pessoa morta e outra ferida.
Em maio, outro acidente na mesma rodovia terminou com a morte de um motorista após o carro ser atingido por um caminhão. A ocorrência mobilizou equipes de atendimento e chamou atenção para os riscos em uma das principais ligações entre Jundiaí e municípios do entorno.
Também neste ano, um homem morreu após tentar atravessar a Dom Gabriel durante a madrugada, em um trecho próximo a uma passarela. Os casos reforçam que, mesmo com melhorias na estrutura das pistas, o comportamento de motoristas e pedestres continua sendo decisivo para evitar tragédias.
Para especialistas em mobilidade, fatores como excesso de velocidade, uso do celular ao volante, ultrapassagens indevidas, falta de distância entre veículos e desatenção estão entre os principais motivos que aumentam o risco de acidentes.
Segundo as concessionárias, ações de segurança incluem melhorias na estrutura das pistas, fiscalização, sinalização e atendimento rápido às ocorrências. No Corredor Dom Pedro, administrado pela Rota das Bandeiras, o tempo médio para início do atendimento pré-hospitalar foi de 6 minutos e 26 segundos, abaixo do limite contratual de dez minutos. A concessionária também informou investimentos em dispositivos de segurança, como passarelas e equipamentos instalados em estruturas de proteção, além de ações educativas voltadas aos motoristas.