SAÚDE E ENSINO

Maternidade vira hospital-escola após aporte de R$ 17 milhões

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMC
Unidade integrada à PUC-Campinas já recebeu R$ 17 milhões e passa a unir atendimento, formação médica, pesquisa e assistência pelo SUS.
Unidade integrada à PUC-Campinas já recebeu R$ 17 milhões e passa a unir atendimento, formação médica, pesquisa e assistência pelo SUS.

O Hospital e Maternidade de Campinas passa a funcionar também como hospital-escola da PUC-Campinas, após a conclusão do processo de incorporação pela Sociedade Campineira de Educação e Instrução (SCEI). Desde que assumiu a gestão da unidade, a instituição já investiu R$ 17 milhões em estrutura e ampliação da assistência.

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A nova fase foi oficializada nesta sexta-feira (17), durante cerimônia no hospital. A transferência do CNPJ encerra a última etapa do processo e integra definitivamente a Maternidade à estrutura da SCEI, mantenedora da universidade e do Hospital PUC-Campinas.

Com a mudança, a unidade deixa de ter administração independente e passa a reunir atendimento médico, ensino, pesquisa e formação de profissionais da saúde. A transição administrativa havia sido concluída em 29 de junho.

Entre os investimentos já realizados estão a nova Unidade de Internação Clínica Cirúrgica e a implantação de uma UTI Adulto. A SCEI também prevê novos aportes até 2027 em infraestrutura, tecnologia e qualidade assistencial, embora os valores ainda não tenham sido divulgados.

O hospital-escola deverá receber estudantes e profissionais em formação, ampliando os campos de prática ligados à PUC-Campinas. Segundo o reitor da universidade, Victor de Barros Deantoni, a integração cria um novo espaço para a formação de profissionais que atuarão na rede de saúde da cidade e da região.


Divulgação/PMC

O processo de incorporação começou há cerca de três anos, quando a Maternidade enfrentava uma grave crise financeira. "A Maternidade de Campinas passava por uma situação extremamente complexa. Procurei pessoalmente Dom João Inácio Müller e pedi que a PUC avaliasse incorporar a unidade. A PUC assumiu esse compromisso e hoje o consolida oficialmente", explicou o prefeito Dário Saadi.

O presidente da SCEI e arcebispo de Campinas, Dom João Inácio Müller, afirmou que o objetivo é preservar a história da unidade e garantir sua continuidade. "Queremos nos manter de pé e fazer o possível para que o Hospital e Maternidade de Campinas possa se orgulhar da sua existência de 112 anos, e para que o prefeito tenha o coração sereno, tranquilo e feliz de ter nos procurado", afirmou.

Além da atuação tradicional nas áreas de ginecologia, obstetrícia e atenção materno-infantil, o hospital ampliou o atendimento ao público masculino. A unidade mantém especialidades como urologia, oncologia, ortopedia, cirurgia geral e cirurgia plástica.

O planejamento da nova gestão prevê a manutenção dos serviços pelo Sistema Único de Saúde e pelos convênios, além da busca pela sustentabilidade financeira de longo prazo.

Com 112 anos de funcionamento, o Hospital e Maternidade de Campinas possui 256 leitos, sendo 118 destinados ao SUS e 138 a convênios e pacientes particulares. A unidade realiza, em média, 402 dos 697 partos registrados mensalmente em Campinas.

O pronto atendimento recebe cerca de 4,5 mil pacientes por mês, dos quais aproximadamente 3 mil são atendidos pelo SUS. Cerca de 90% dos casos estão relacionados às áreas de ginecologia e obstetrícia.

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