O custo da cesta básica familiar voltou a subir no Vale do Paraíba e registrou alta de 1,85% em junho, o maior aumento mensal desde fevereiro de 2025. Segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais) da Unitau (Universidade de Taubaté), o valor médio regional passou de R$ 2.936,31 em maio para R$ 2.990,52 em junho, um aumento de R$ 54,21.
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O resultado também confirma uma tendência de encarecimento. No acumulado dos últimos 12 meses, a cesta básica apresentou alta de 3,77% no Vale, equivalente a um aumento de R$ 108,72, marcando a quinta elevação consecutiva dos preços.
Apenas em 2026, entre junho e janeiro, o preço da cesta básica acumula alta de R$ 150,97.
A cesta básica pesquisada pelo Nupes tem 44 produtos, sendo 32 de alimentação, sete de limpeza e cinco de higiene pessoal. O levantamento de preços é feito semanalmente em 16 supermercados de São José dos Campos, Taubaté, Caçapava e Campos do Jordão.
Campos do Jordão tem cesta mais cara
Entre os municípios pesquisados, Campos do Jordão continua com a cesta básica mais cara da região, custando R$ 3.193,38, após alta mensal de 2,23% e avanço de 7,83% em relação a junho do ano passado.
Na sequência aparecem São José dos Campos, com cesta de R$ 2.934,43 e alta mensal de 1,96% (2,77% em 12 meses), e Caçapava, onde o custo chegou a R$ 2.921,61, com aumento de 1,45% no mês e 2,30% no acumulado anual.
Taubaté manteve a cesta básica mais barata entre as cidades pesquisadas, custando R$ 2.912,67. No município, a alta foi de 1,71% em junho e de 2,04% nos últimos 12 meses.
A diferença entre a cesta mais cara, em Campos do Jordão, e a mais barata, em Taubaté, chegou a R$ 280,71, o equivalente a 9,64%.
De acordo com o Nupes, a elevação dos preços foi puxada principalmente pelos alimentos, que representam mais de 90% do valor da cesta. Questões climáticas, redução da oferta de hortifrutigranjeiros durante o inverno e custos logísticos contribuíram para pressionar os preços.
Produtos que mais subiram
No levantamento regional, os maiores aumentos foram registrados por:
Mamão formosa: +18,19%
Abobrinha: +13,32%
Feijão carioquinha: +9,26%
Também tiveram altas expressivas o alho (+9,03%) e a banana nanica (+8,07%).
Produtos que ficaram mais baratos
Por outro lado, alguns alimentos apresentaram redução de preço em junho:
Tomate: -5,67%
Açúcar refinado: -5,08%
Carne de alcatra bovina: -4,87%
Também registraram queda a bisteca suína (-4,04%) e o óleo de soja (-3,63%).
Segundo os pesquisadores, apesar dessas reduções pontuais, a pressão sobre o orçamento das famílias permanece elevada. O cenário de inverno reduz a oferta de diversos hortifrutigranjeiros, enquanto fatores climáticos e logísticos continuam influenciando os preços dos alimentos, indicando que a cesta básica deve permanecer em patamar elevado nas próximas semanas.