PONTE DA AMIZADE

Argentinos tentam ter filho no Paraguai, mas bebê nasce no Brasil

Por Marcelo Toledo | da Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min
Receita Federal/PR/SC
Casal argentino seguia ao Paraguai, mas bebê nasce em ponte no Brasil
Casal argentino seguia ao Paraguai, mas bebê nasce em ponte no Brasil

Um casal que mora na fronteira da Argentina com o Brasil, na região da tríplice fronteira, viu o filho que deveria ter nascido no Paraguai vir ao mundo no lado brasileiro da Ponte da Amizade.

O episódio aconteceu na noite desta terça-feira (30) em Foz do Iguaçu (PR), separada da paraguaia Ciudad del Este pela ponte.

A família argentina - os nomes não foram divulgados - seguia para o Paraguai quando a gestante, aos oito meses de gravidez, passou mal na região da aduana brasileira, controlada pela Receita Federal.

O objetivo da família, segundo relatos feitos aos agentes do órgão federal, era chegar a Ciudad del Este para atendimento médico. O casal enfrentava dificuldades de acesso a serviços de saúde na Argentina e o objetivo era aguardar o parto no Paraguai, conforme a Receita.

Antes de chegar ao país vizinho, no entanto, a mulher entrou em trabalho de parto, o que fez o motorista buscar apoio na estrutura da PRF (Polícia Rodoviária Federal) existente na fronteira.

Policiais, então, interromperam o tráfego de veículos para permitir o deslocamento para atendimento da gestante, que, no entanto, não teve tempo de chegar a um hospital. O parto foi feito na aduana mesmo, embaixo da cobertura do órgão na entrada do Brasil.

Segundo a Receita Federal, equipes dela, da PRF e da Força Nacional - que também atuam no combate ao contrabando e descaminho na ponte - prestaram os atendimentos à mulher, com suporte médico remoto do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Ao chegar ao local, a equipe médica do Samu estabilizou mãe e filho e levou ambos para o hospital Costa Cavalcanti, na cidade paranaense. Os dois passam bem.

Principal ligação entre o Brasil e o Paraguai, a ponte da Amizade recebe diariamente um fluxo de cem mil pessoas, que buscam o país vizinho para compras. É comum filas de mais de quatro horas para atravessar a ponte em veículos.

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