Após dois meses de investigação, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca identificou uma associação criminosa suspeita de praticar furtos em residências de alto e médio padrão em Franca e cidades da região. Na manhã desta sexta-feira, 26, dois investigados foram presos durante uma operação policial.
De acordo com a investigação coordenada pelo delegado Gabriel Fernando Tomaz Silva, o grupo era formado por sete integrantes e atuaria desde 2024. As apurações apontaram que a quadrilha contava com o apoio de um funcionário de uma empresa de entregas de produtos adquiridos pela internet, responsável por levantar informações sobre os imóveis e repassá-las aos demais integrantes.
Entre os dados obtidos, estavam detalhes da rotina das vítimas e até informações sobre viagens, o que facilitava a escolha dos alvos e a execução dos furtos.
Operação cumpriu mandados em cinco endereços
Ao longo da investigação, a DIG identificou cinco endereços ligados ao esquema criminoso em Franca e municípios vizinhos. Nesta sexta-feira, policiais civis cumpriram mandados de busca e prisão relacionados ao caso.
Um dos presos possui ligação com a facção criminosa PCC, segundo a Polícia Civil. Já outro investigado, apontado como o "olheiro" da quadrilha, continua foragido.
Depósito de produtos furtados
Durante a operação, os investigadores localizaram uma residência utilizada como depósito para armazenar os objetos furtados.
No local e nos demais endereços alvos da ação, foram apreendidos diversos bens de origem suspeita, entre eles um piano, televisores, perfumes, bebidas, roupas, tênis e outros produtos.
Segundo a DIG, os criminosos agiam principalmente durante a madrugada, geralmente em grupos de três ou quatro pessoas. Após arrombarem os imóveis, os objetos eram rapidamente revendidos.
Influenciador é investigado por receptação
A Polícia Civil também apura a participação de um influenciador digital suspeito de adquirir produtos provenientes dos furtos.
De acordo com os investigadores, foram encontrados comprovantes de pagamento via Pix relacionados à compra de um jogo de rodas que teria origem ilícita.
O influencer já estava preso, sob acusação de ter encomendado o roubo de uma BMW em Franca.
Crimes investigados
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, furto qualificado e receptação.
A Polícia Civil informou que novas pessoas poderão ser responsabilizadas caso surjam outras provas durante o andamento das investigações.
Nos próximos dias, a DIG deverá divulgar a relação completa dos objetos apreendidos para que possíveis vítimas possam reconhecer e recuperar os bens furtados.