O maestro Evandro Matté foi apresentado como novo maestro titular e diretor artístico da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas. A coletiva ocorreu na Sala Azul do Paço Municipal e contou com a presença do prefeito Dário Saadi, da secretária de Cultura e Turismo, Alexandra Caprioli, integrantes da orquestra e representantes do setor cultural.
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A indicação de Matté partiu da própria Associação dos Músicos da Orquestra Sinfônica de Campinas, que apresentou três nomes para avaliação da administração municipal.
Segundo Alexandra Caprioli, a escolha levou em conta a trajetória do maestro em orquestras públicas e sua capacidade de unir regência, gestão e diálogo com a cidade.
"A escolha do maestro Evandro Matté tem diversas razões. A primeira é a conexão dele com uma formação que vem de orquestra pública, que tem uma particularidade. Mas o motivo principal é por ele ser um líder que tem esse olhar de gestão e que eu acredito que vai se conectar com as necessidades da nossa população", afirmou a secretária.
Natural de Caxias do Sul, Evandro Matté começou os estudos musicais aos sete anos. Aos 15, passou a integrar a orquestra sinfônica de sua cidade como trompetista. Ao longo da carreira, atuou em diferentes formações e teve destaque pela reestruturação da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, que comandou entre 2015 e 2024.
Para o prefeito Dário Saadi, a chegada do novo regente marca uma nova fase para a Sinfônica de Campinas.
"A Orquestra Sinfônica de Campinas é uma referência no país e a chegada do novo maestro é, sem dúvidas, uma página nova que se abre, e tenho certeza que será de muito sucesso", afirmou.
A estreia de Evandro Matté à frente da orquestra deve ocorrer em julho, durante as comemorações do aniversário de Campinas.
O novo maestro afirmou que pretende preservar a identidade musical da cidade, marcada pela tradição de Carlos Gomes e pela aproximação entre música de concerto e música popular.
"Campinas tem uma história cultural absurda. O desenvolvimento musical desde Carlos Gomes é marcante. Tive o prazer de conhecer o maestro Benito Juarez, que foi o precursor da junção da música de concerto com a música popular. Então todo o Brasil sabia que Campinas tinha esse DNA, que segue até hoje e tem que ser mantido", destacou.