A Polícia Federal investiga a aplicação de R$ 87 milhões da previdência de servidores públicos de Cajamar (SP) no Banco Master. A apuração faz parte da Operação Off-Balance, deflagrada nessa quarta-feira (13).
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Segundo a PF, o dinheiro foi parar no Banco Master após dirigentes do Instituto de Previdência Social dos Servidores de Cajamar (IPSSC) autorizarem investimentos em Letras Financeiras emitidas por bancos privados. Ao todo, R$ 107 milhões foram aplicados nesse tipo de operação entre outubro de 2023 e março de 2024, e parte relevante desses recursos foi destinada ao Banco Master.
Os documentos analisados pela investigação mostram que as aplicações foram assinadas pelos então dirigentes do instituto: Luiz Henrique Miranda Teixeira, diretor-executivo; Milton Marques Dias, diretor administrativo e financeiro; e Marcelo Ribas de Oliveira, diretor de benefícios.
A PF apura possíveis irregularidades na gestão dos recursos da aposentadoria dos servidores e tenta esclarecer se houve exposição excessiva ao risco, falhas técnicas ou descumprimento das normas que regulam investimentos de fundos previdenciários públicos.
Nessa quarta, agentes cumpriram seis mandados de busca e apreensão em Cajamar, Boituva e São Paulo. A Justiça Federal também determinou medidas cautelares, incluindo afastamento de função pública e bloqueio de bens -- ordens expedidas pela 9ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
Na semana passada, a Polícia Federal realizou nova fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, tendo como alvo o senador Ciro Nogueira.
O IPSSC afirmou anteriormente que todos os investimentos seguiram critérios legais e análises técnicas. O ex-diretor Milton Marques Dias informou que já prestou esclarecimentos sobre as aplicações. A reportagem ainda não obteve resposta dos demais ex-dirigentes citados.
Com informações do Metrópoles.