MERCADO

Veto da UE vai baratear carne para os brasileiros?

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/Reprodução/Ascom Adepará/Imagem ilustrativa
A restrição começa a valer em 3 de setembro e pode ser revertida até lá pelo governo brasileiro.
A restrição começa a valer em 3 de setembro e pode ser revertida até lá pelo governo brasileiro.

A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal gerou dúvidas sobre possíveis impactos no preço da carne no mercado brasileiro. Apesar da preocupação no setor agropecuário, especialistas afirmam que a medida não deve baratear a carne para o consumidor no país.

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O veto europeu ainda não entrou em vigor. A restrição começa a valer em 3 de setembro e pode ser revertida até lá pelo governo brasileiro.

Segundo o Ministério da Agricultura, uma eventual manutenção da medida pode causar perda anual de cerca de US$ 1,8 bilhão para exportadores brasileiros. Ainda assim, o impacto no abastecimento interno tende a ser limitado porque os produtores podem redirecionar a carne para outros mercados internacionais.

A União Europeia informou que retirou o Brasil da lista por considerar insuficientes as garantias sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária. O bloco cobra comprovação de que substâncias usadas em medicamentos veterinários não fazem parte de toda a cadeia produtiva destinada à exportação.

A medida pode atingir exportações de carne bovina, aves, ovos, mel, peixes, equinos e derivados de origem animal.

Mesmo com a restrição, a Europa não é o principal destino da carne brasileira. Em 2025, a União Europeia foi o quarto maior comprador da carne bovina do Brasil, atrás de China e Estados Unidos. Quase metade das exportações brasileiras do setor segue para o mercado chinês.

O governo brasileiro informou que tenta reverter a decisão junto às autoridades europeias. Associações do setor afirmam que o país cumpre regras sanitárias internacionais e defendem que os produtos brasileiros atendem às exigências de rastreabilidade e controle sanitário.

Com informações do Deutsche Welle.

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