Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma turista encenando uma situação de tortura no pelourinho de Mariana, na Região Central de Minas Gerais. O monumento, localizado na Praça Minas Gerais, era usado no período colonial para açoitar pessoas negras escravizadas.
Nas imagens, a mulher aparece segurando as argolas de ferro da estrutura e simula agressões, com frases como “me bate”. A gravação foi feita por uma moradora na última segunda-feira (20), que relatou já ter visto outras pessoas posando no local, mas sem falas semelhantes.
A repercussão aumentou após a publicação do vereador Pedro Sousa (PV), que criticou a atitude. Ele afirmou que o comportamento é “carregado de estereótipos, dor e desrespeito” e que “fere a dignidade do povo preto”.
O parlamentar também destacou a importância de lembrar o contexto histórico. “É preciso lembrar que a escravidão foi um dos maiores crimes contra a humanidade, e que Mariana foi construída com o sangue de pessoas negras”, disse. Ele acrescentou que turistas que tratam esse passado como entretenimento demonstram falta de compreensão sobre a história.
A prefeitura e a Câmara Municipal foram procuradas, mas não se manifestaram até a última atualização.