A Polícia Federal identificou indícios de que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, corrompeu duas policiais civis de São Paulo para simular o furto de um Audi RS6 avaliado em R$ 377 mil.
Em decisão sigilosa, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso, registrou que há fortes indícios de que o investigado corrompeu uma investigadora e uma escrivã para forjar o suposto crime envolvendo o veículo.
A decisão não cita os nomes das policiais. O Metrópoles apurou que as investigadas são Karla Rodrigues e Anna Lygia Paredes Gatti. Elas foram afastadas das funções em 19 de dezembro de 2025, alvos de mandados de busca e apreensão, e respondem nas esferas criminal e disciplinar.
Segundo relato da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo mencionado por Mendonça, dois cadernos foram encontrados no veículo de uma das policiais, com anotações sobre apólices de seguro de veículos vinculados a Antonio Camilo.
Apesar do afastamento, ambas continuam recebendo salários. A defesa do lobista declarou que confia na Justiça e afirmou que um ex-funcionário é acusado por ele de subtrair bens, incluindo outro carro de luxo.
A reportagem procurou as policiais e não obteve resposta.
Com informações do Metrópoles.