A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Jundiaí se destacou durante o Seminário de Melhores Práticas promovido no final de março deste ano pela Federação das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (FeApaes/SP) do Estado de São Paulo. O destaque se deu diante da apresentação da experiência da instituição na utilização da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) como instrumento de avaliação e planejamento terapêutico.
O reconhecimento valida a qualidade e a efetividade das ações desenvolvidas pela Apae no município e destaca o comprometimento da entidade com uma abordagem centrada na pessoa, voltada à promoção da autonomia, da participação social e da qualidade de vida dos usuários. Além disso, o reconhecimento fortalece a credibilidade institucional e permite a troca de experiência entre a Apae de Jundiaí e as demais Apaes do Estado.
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CIF na prática
De acordo com a Apae, a metodologia CIF é utilizada em Jundiaí desde o ano de 2018 e é um modelo de avaliação que considera o usuário para além do diagnóstico clínico, identificando potencialidades, limitações e os contextos que influenciam o desempenho funcional. As informações subsidiam o planejamento terapêutico de forma mais assertiva e personalizada. Há dois anos, em 2024, a Apae avançou na utilização da plataforma CIF Brasil, após treinamento realizado pela FeApaes/SP, aprimorando ainda mais a definição de metas terapêuticas e o acompanhamento estruturado da evolução dos usuários.
Atualmente, a ferramenta é utilizada de forma interdisciplinar, e envolve as áreas da saúde, educação e assistência social. Entre os principais benefícios estão a qualificação do processo diagnóstico, padronização de relatórios, organização das informações funcionais e maior objetividade na definição de critérios de alta terapêutica.
Para a coordenadora de Saúde e do Centro de Diagnóstico da Apae de Jundiaí, Camila Mendes, a metodologia representa importante avanço nos atendimentos. “A utilização da CIF permite um olhar mais amplo sobre cada usuário, fortalece decisões clínicas baseadas na funcionalidade e amplia a efetividade das intervenções resultando no aumento das altas terapêuticas, sempre com foco na autonomia e qualidade de vida”, afirma.