POLÍCIA MILITAR

Réu pela morte da PM Gisele se aposenta com salário de R$28 mil

Por | da Rede Sampi
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Reprodução/PM
Geraldo Neto foi preso em 18 de março por decisão da Justiça Militar e responde por feminicídio e fraude processual.
Geraldo Neto foi preso em 18 de março por decisão da Justiça Militar e responde por feminicídio e fraude processual.

A Polícia Militar de São Paulo publicou nesta quinta-feira (2) portaria que transfere para a reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente sob acusação de feminicídio pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.

O ato, assinado pela Diretoria de Pessoal, concede aposentadoria com vencimentos integrais conforme critérios proporcionais de idade. O pedido foi feito pelo próprio oficial. Em fevereiro de 2026, antes da prisão, a remuneração bruta dele era de R$ 28,9 mil, segundo o Portal da Transparência. Pelas regras aplicadas à idade de 53 anos, os proventos na reserva devem ficar em torno de R$ 21 mil.

A corporação informou que a transferência para a reserva não interfere no conselho de justificação instaurado para apurar a conduta do oficial, que pode resultar em demissão e perda do posto e da patente. A Secretaria da Segurança Pública declarou que o inquérito policial militar está em fase final e será encaminhado ao Judiciário. O inquérito da Polícia Civil já foi concluído e enviado à Justiça.

Geraldo Neto foi preso em 18 de março por decisão da Justiça Militar e responde por feminicídio e fraude processual. Ele é acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça no apartamento do casal, no Brás, região central da capital, e de alterar a cena para sustentar a versão de suicídio. A defesa afirma que Gisele tirou a própria vida.

Perícia e análise de dados apontam que o celular da vítima foi desbloqueado após o disparo e teve mensagens apagadas. Conversas recuperadas indicam discussões sobre separação na véspera da morte. Testemunhas relataram episódios anteriores de comportamento agressivo do oficial no ambiente de trabalho.

O Ministério Público sustenta que laudos e reprodução simulada descartam suicídio e indicam que o disparo foi feito pelo tenente-coronel. O Superior Tribunal de Justiça negou pedido de liberdade apresentado pela defesa.

Com informações do g1 e TV Globo

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