Ex-prefeito levou menos de 4 minutos para matar auditor fiscal
O ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal passou menos de quatro minutos dentro da casa onde matou o servidor público Roberto Carlos Mazzini, 61, na tarde da terça-feira (24).
Tempo em que o ex-prefeito ficou na residência foi medido por imagens de câmeras de segurança. Um vídeo obtido pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul mostra que Bernal chega à residência às 13h44, estaciona o carro bloqueando o veículo do auditor fiscal e entra.
Ele saca a arma assim que entra na casa e rende o chaveiro, que acompanhava a vítima no local. O homem consegue fugir pela porta aberta sem se ferir.
Após atirar, o ex-prefeito sai da casa e vai até o carro pegar o celular. Ele volta à residência e fica no local por alguns segundos, indo embora segundos antes das 13h48.
Nas imagens, não é possível ver a vítima sendo rendida nem baleada. Roberto foi atingido por dois tiros e morreu no local do crime.
Após deixar a residência, Bernal se apresentou em uma delegacia da região, onde foi preso em flagrante. Ele seguia preso e à disposição da Justiça hoje.
Alcides Bernal atirou contra Roberto Carlos Mazzini, 61, e se entregou à polícia em seguida. O crime aconteceu em uma residência na rua Antônio Maria Coelho, no bairro Jardim dos Estados, em Campo Grande.
Mazzini, que era auditor fiscal do estado, foi atingido por dois tiros. Ele recebeu os primeiros socorros do Corpo de Bombeiros, mas teve a morte constatada ainda no local do crime após 25 minutos de tentativas de ressuscitação.
O servidor estava acompanhado de um chaveiro e foi até o imóvel para tomar posse dele. Ele teria comprado a casa de Alcides em um leilão, segundo as informações preliminares da Polícia Civil.
Vítima estava com uma notificação extrajudicial de desocupação quando foi até o imóvel. O documento foi apreendido pela polícia, que periciou o local do crime e afirmou, em nota, que "apresentará o resultado no final das investigações".
Ex-prefeito foi preso em flagrante por homicídio qualificado. Ele passou por audiência de custódia e seguiu preso.
Defesa de Alcides alegou que ele agiu em legítima defesa após imóvel ser invadido. "Ele foi alertado pela empresa de segurança e foi até a residência porque a porta estava sendo arrombada. A legítima defesa é o argumento mais forte", disse o advogado Wilton Acosta, do lado de fora da delegacia.